A bela do júri | LABORATÓRIO POP


CINEMA

30.08.2010 | 12:01

A BELA DO JúRI

Carlos Augusto Brandão



A atriz e diretora Isabella Rossellini é a presidente do júri da 61ª edição do Festival de Berlim, que acontece de 10 a 20 de fevereiro. Ao fazer o anúncio, Dieter Kosslick, diretor do evento, classificou como fantástico ter Isabella presidindo o júri da Berlinale 2011. “Ela é uma atriz multifacetada, uma artista extremamente criativa e com extensa experiência na Europa, América e no cinema internacional, de modo geral”, elogiou Kosslick. Nascida em Roma em 1952, Isabella é uma das mais renomadas atrizes do cinema italiano e mundial e, ao longo dos anos, se tornou também uma destacada produtora e diretora.

 

Filha da atriz sueca Ingrid Bergman e do italiano Roberto Rossellini, iniciou sua carreira como jornalista e desenhista de moda. Sua estreia no cinema aconteceu em 1976, quando apareceu ao lado de sua mãe em Questão de tempo, de Vincente Minelli.

 

Numa extensa carreira de quase 40 anos, trabalhou com diretores conhecidos, como Paulo e Vittorio Taviani, Norman Mailer, Robert Zemeckis, Joel Schumacher, John Schlesinger, Peter Weir, Abel Ferrara, Stanley Tucci e Peter Greenaway.

 

A fama internacional como atriz, porém, veio nos papéis de Dorothy Vallens, em Veludo azul (1986), e Perdita Durango, em Coração selvagem (1990), ambos de David Lynch. Durante muitos anos, a versátil atriz foi também a top da Lancome na divulgação dos seus produtos.

 

Isabella esteve no Festival de Berlim pela primeira vez em 1994, como protagonista de Sem medo de viver, de Peter Weir, que competia ao Urso de Ouro. Em 2005, apresentou na Berlinale Special o curta-metragem Meu pai tem 100 anos, escrito e interpretado por ela e dirigido pelo canadense Guy Maddin, uma carinhosa homenagem ao centenário de nascimento seu pai.

 

Em 2008, debutou na direção com Green porno, apresentado na Forum Expanded daquele ano. O filme, composto de curtos episódios, mostra o comportamento sexual de pequenos insetos e se transformou numa série de tevê, no canal CinemaX. É um programa educativo sobre jogos de sedução e acasalamento de aranhas, abelhas, moscas, libélulas, louva-deuses e outros. A obra também gerou o livro Green porno: a book and short films.


Num dos seus trabalhos mais recentes, pode ser vista em La solitudine dei numeri primi, de Saverio Constanzo, uma adaptação do livro de Paolo Giordano, que é exibido no próximo Festival de Veneza — que acontece de 1º a 11 de setembro.

 

Nomes consagrados da cinematografia mundial já ocuparam o posto de presidente do júri da Berlinale, entre eles o diretor greco-francês Constantin Costa-Gavras, em 2008, ano em que o Brasil trouxe o Urso de Ouro para casa com Tropa de elite, de José Padilha.

 

Foto: Divulgação

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