13.04.2010 | 20:47
JúRI HOLLYWOODIANO
Marcella Huche
A partir de 27 de abril, quando começa o Los Angeles Brazilian Film Festival, cinco dos melhores estofados do Landmark Theatre já têm donos. O ator Keith David, o cineasta Ash Baron Cohen e os produtores Kathryn Galan e Donald Ranvaud, presididos por Fernando Meirelles, compõem o júri do LABRFF. Cabe a essas cinco cabeças a escolha dos melhores ficção e documentário. Cabeça a prêmio (Marco Ricca), Salve geral (Sergio Rezende), Histórias de amor duram apenas 90 minutos (Paulo Halm), Jean Charles (Henrique Goldman), Ouro negro (Isa Albuquerque), Elvis e Madonna (Marcelo Laffite), Praça Saens Pena (Vinicius Reis), Estranhos (Paulo Alcântara), No meu lugar (Eduardo Valente) e Pau Brasil (Fernando Belens) competem no primeiro gênero, enquanto O homem que engarrafava nuvens (Lirio Ferreira), Eliezer Batista, o engenheiro do Brasil (Victor Lopes), Dzi Croquettes (Tatiana Issa e Raphael Alvarez) e Só dez por cento é mentira (Pedro Cezar) disputam pelos láureos de melhor documentário.
Não estranhe, você já ouviu esse sobrenome antes. Ash Baron Cohen é primo do comediante inglês que desfilou trajes pouco impróprios em Borat e Brüno. A persona muito mais séria da família Cohen se senta em lugar privilegiado nas sessões do LABRFF, elogiado por diretores como Oliver Stone. Cohen já dirigiu e escreveu cinco filmes e mais três ainda saem do set sob sua assinatura. Seu segundo filme, Pups (1999), saiu reluzente de dois festivais independentes: o Cognac Festival du Film Policier e o Yubari International Fantastic Film Festival. Pisou em terras tupiniquins para comandar a fotografia do documentário Bem-vindo São Paulo, composto por 13 curtas, entre eles um de Amos Gitai, com narração de Caetano Veloso.
A produtora Kathryn Galan é a única mulher no júri desta terceira edição do LABRFF. Sob seu comando, foram rodados filmes como French kiss, Squanto: A warrior's tale e Daybreakers. Diretora executiva da National Association of Latino Independent Producers (Nalip) por sete anos, firmou-se na gestão da mídia latina, seja na organização do dia a dia, seja em milhões injetados em publicidade estratégia e na fundação.
O produtor Donald Ranvaud, com mais de 20 filmes sob seu cinturão, senta no júri ao lado de Fernando Meirelles, com quem já trabalhou em algumas ocasiões. Ranvaud, que em 1996 produzia Tieta do agreste, primeiro tijolo na carreira sólida do americano na cinematografia brasileira, já dividiu o set com Meirelles em Cidade de Deus e Jardineiro fiel. Central do Brasil, Babilônia 2000, Lavoura arcaica, Estorvo, Madame Satã e Cidade baixa completam o currículo verde-e-amarelo do jurado.
De frente das câmeras, o júri conta com o ator Keith David, famoso pelo vozeirão e pelo talento que emplacou em filmes como Platoon e na franquia A batalha de Riddick. David participou ainda de séries de TV, como Grey’s anatomy, Psych e ER. No momento, o ator toca nada menos que 14 filmes, entre Pastor Brown e No saints for sinners.
O Brazilian Film Festival festeja sua 15ª edição, sendo a terceira sediada na cidade-motor do cinema mundial, Los Angeles. A terceira edição do Los Angeles Brazilian Film Festival comemora a Retomada, exibindo expoentes do período, como Carlota Joaquina - Princesa do Brazil (Carla Camurati), Terra estrangeira (Walter Salles e Daniela Thomas), Cidade de Deus (Fernando Meirelles) e Lavoura arcaica (Luiz Fernando Carvalho), em mostra especial. "São filmes simbólicos, ícones da Retomada que todo mundo conhece, identifica seus realizadores. É uma marca para o país", diz o jornalista Nazareno Paulo, que, ao lado da produtora Meire Fernandes, criou o evento em 2007, atraindo aproximadamente 12 mil pessoas a Los Angeles.
FORMULE

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