06.04.2010 | 21:12
HOLLYWOOD LIGA O NOSSO PROJETOR
Marcella Huche
Los Angeles põe os holofotes na Retomada, período em que o cinema nacional se refrescou com acalentos fiscais e incentivos. O Los Angeles Brazilian Film Festival (LABRFF), que acontece de 27 de abril a 2 de maio, no Landmark Theatre, coloca em lugar especial filmes emblemáticos do período que começou em 95 — como o pioneiro Carlota Joaquina - Princesa do Brazil (Carla Camurati), Terra estrangeira (Walter Salles e Daniela Thomas), Cidade de Deus (Fernando Meirelles) e Lavoura arcaica (Luiz Fernando Carvalho). Além da mostra especial, uma seleção especial de 29 curtas e competições do melhor das ficções e dos documentários nacionais — com Fernando Meirelles presidindo o júri — aquecem a Califórnia dentro de três semanas.
"São filmes simbólicos, ícones da Retomada que todo mundo conhece, identifica seus realizadores. É uma marca para o país", diz o jornalista Nazareno Paulo, que, ao lado da produtora Meire Fernandes, criou o evento em 2007, atraindo aproximadamente 12 mil pessoas à cidade motor do cinema mundial.
Lembrado na mostra homenagem à Retomada, Fernando Meirelles assume também a difícil função de presidir o júri do LABRFF. Nas ficções, Cabeça a prêmio (Marco Ricca), Salve geral (Sergio Rezende), Histórias de amor duram apenas 90 minutos (Paulo Halm), Jean Charles (Henrique Goldman), Ouro negro (Isa Albuquerque), Elvis e Madonna (Marcelo Laffite), Praça Saens Pena (Vinicius Reis), Estranhos (Paulo Alcântara), No meu lugar (Eduardo Valente) e Pau Brasil (Fernando Belens) competem. A disputa é acirrada — muitos dos 10 filmes competindo saíram gloriosos de outros festivais. É o caso de Praça Saens Pena, corado pela sua atuação e direção no Cine PE, além de receber o Prêmio Especial da Crítica; Salve geral, escolhido para representar o Brasil no Oscar 2010; ou ainda No meu lugar, estreia de Eduardo Valente na longa-metragem, exibido em 13 festivais internacionais, incluindo Cannes.
Na competição entre os documentários, trunfo do cinema nacional recente, a competição não é menos acirrada: O homem que engarrafava nuvens (Lirio Ferreira), Eliezer Batista, o engenheiro do Brasil (Victor Lopes), Dzi Croquettes (Tatiana Issa e Raphael Alvarez) e Só dez por cento é mentira (Pedro Cezar) disputam os láureos do LABRFF. Outros documentários também serão exibidos jogando luz especial numa tendência nacional — homenagear músicos consagrados. Os acordes de Herbert de perto (Roberto Berliner e Pedro Bronz), Simonal – Ninguém sabe o duro que dei (Carlos Manoel, Calvito Leal e Micael Langer) e Loki (Paulo Fontenelle) embalam o público americano.
O LABRFF guarda espaço ainda para 29 curtas, exaltando a nova produção nacional. Na mostra: A Madonna não vai esperar (Melise Maia Baptista), A short walk (Rafael Jardim), Abismo de plumas (João Gollo), Ave Maria ou a mãe dos sertanejos (Camilo Cavalcante), Berço esplêndido (Matheus Vianna, Rita de Cássia e Macarra Vianna), Blackout (Daniel Rezende), Cães (Adler Paz e Moacyr Gramacho), Cheirosa (Carlos Segundo), Cinco minutos (Ricky Mastro), Clemência (Rita de Cássia), Doido Lelé (Ceci Alves dos Santos), Dois mundos (Thereza Jessouroun), Enquanto isso (Vitor Leite), Erroversível (Rodrigo Moreira), Eulalia (Felipe Adami), Filtro de papel (Eliane Giardini e Mariana Betty), Língua livre (Igor e Ivan Spacek), Maribondo amarelo (Amarildo Pessoa), Nêgo fugido (Cláudio Marques e Marília Hughes), O homem mais insuportável do mundo (João Cassapava), O menino e o poeta (Luiz Duarte), O segredo (Luis Antonio Pereira), Paralelos (Alexandre Basso), Pares (Mateus Vianna), Perspectiva (Igor & Ivan Spacek), Segunda no parque (Debora Bapt e Janaína Russef), Spectaculum (Juliano Luccas), Um para o outro (Cecilia Engels) e Vermelho imaginário (Mateus Damasceno).
FORMULE

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