07.06.2010 | 13:23
UM BUMBUM EM NOVA YORK
Franz Valla, de Nova York
As duas primeiras noites do oitavo Cine Fest Petrobras Brasil ainda não esquentaram o já tradicional evento, que transita ao redor do Tribeca Cinema. Era temido um esvaziamento diante da abrupta mudança de datas por causa da Copa. No lounge do cinema, onde mais tarde aconteceu a festa de abertura, o movimento pertencia aos blogueiros locais em busca de suas credenciais e também aos curiosos que vieram na esperança de vislumbrar Rita Cadilac, estrela do festival com Rita Cadillac, a lady do povo, de Toni Venturi. O festival é visto com simpatia pela mídia alternativa nova-iorquina. Conquistou isso ano a ano.
Rita foi a sensação entre os jornalistas e fotógrafos presentes. Todos queriam ao menos ser clicados com ela. Não demorou muito e até ganhou um apelido novo dos colegas da imprensa americana: "The Trunk Lady", uma alusão a seus dotes generosos.
As vitrines do Tribeca Cinema estão decoradas com motivos que lembram os croquis de Oscar Niemeyer e Lucio Costa para o projeto de concepção de Brasília. O documentário sobre eles será apresentado no dia 12, após o show dos Paralamas do Sucesso e da convidada Maria Gadú. A comemoração de 50 anos de criação da nossa capital é o ponto forte do festival.
O vencedor do prêmio Lente de Cristal continua precisando do voto do público e leva para casa um contrato de distribuição nos EUA. O segundo dia de exibição do festival seguiu a marcha do dia anterior, mas deve mudar com a estreia do filme sobre Rita Cadilac na segunda-feira. Homenagens de varias associações de brasileiros em Nova York estão sendo programadas e há a expectativa de que os fãs da ex-chacrete compareçam em peso para prestigiá-la.
O saldo dos dois primeiros dias de exibição apontam para o favoritismo de Elvis e Madona. Filme ainda inédito para o grande público no Brasil, mas agraciado por boas críticas por quem já viu nos circuitos de festivais. Brad Balfour, repórter do Huffington Post, avalia por que esses dois filmes despontam como possíveis sucessos de público:
"Há uma temática gay com muito bom humor" comenta. "O tema é muito popular aqui em Nova York, mas não tenho dúvida de que Elvis e Madona vai conquistar o prêmio de preferência do público".
Do Rio de Janeiro, por e-mail, o diretor Marcelo Laffitte, realizador de Elvis e Madona, se ressente de não estar no festival:
"Gostaria de ir, tivemos boa recepção no Festival de Cinema Brasileiro de Paris, onde até ganhamos o prêmio de Melhor Filme pelo voto popular. O problema é que em Nova York a cerveja é muito cara. Sou muito festeiro e iria à falência se decidisse sair pela noite nova-iorquina".
Foto: Mariana Vianna/Divulgação
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