22.03.2010 | 18:03
SELETIVAS DO MADA
Liderado pelo baixista Patrick Laplan (fundador do Los Hermanos, ex-músico do Biquini Cavadão), o Eskimo fecha a primeira noite das seletivas LABORATÓRIO POP-MADA, em 12 de abril, que terá brigando por uma vaga na final as bandas Tapete Red, Tipo Uísque, Rapposa, Anna Elle eTereza. Tendo como núcleo central Laplan e Cauê Nardi, ao vivo mais três pintam no palco. Fabrizio Iorio (teclados e acordeom), Diego Laje (bateria e percussão) e Dudu Miguen (guitarra, violão e voz).
"Eu definiria nosso som como alternativo. É mais pop do que rock, mas não é nada convencional", diz Laplan. "É bem experimental. Quando se diz "pop" as pessoas pensam em Skank, Mariah Carey, Roberto Carlos. Fiona Apple, No Doubt, Michael Jackson, Cake e Ben Harper são artistas que estariam na prateleira do Pop. No entanto, acredito que qualquer um que goste deles acharia que, ao chamá-los de pop, não estaria ilustrando por completo o que eles são. São muito mais que isso. Esta é a ideia do Eskimo: estar livre pra fazer o que tiver que ser. No disco (de estreia, previsto para maio) tem de rock a tango, de samba a trip hop, muitas vezes tudo ao mesmo tempo".
Laplan cita Beck como uma das referências.
"Outro dia, um rapaz comentou que não achava a gente alternativo, e que de Beck não tínhamos nada. Disse que achava a gente pop, mas que adorava as músicas e a banda. Para mim, isso me bastou. Eu não quero ser alternativo ou pop. Eu quero psicografar minhas músicas e, com sorte, causar alguma emoção em algumas pessoa. Quem sabe até ajudá-las em algum momento".
Desde 2009 a dupla trabalha no primeiro CD. Acreditam que ele já esteja "80% pronto".
"Acho que a ideia é fazer mais shows antes de lançar o disco", atesta Laplan. "Até para se criar a oportunidade de ter gente com vontade de ouvi-lo. Gosto muito desse primeiro disco, e quero que ele seja muito bem degustado. Por isso esse cuidado".
O CD como ele é hoje não está descartado.
"Ainda vale lançar no formato físico", crê Kaplan. "Se você quer fazer uma coisa especial, o que é sempre minha intenção. Eu mesmo ainda compro os CDs que acho que valem a pena. Como os do Pearl Jam e Tom Waits. Que sempre tem encartes bonitos e bem feitos. É uma maneira de você ter um pedacinho da banda. De ter algo deles que seja seu. Um objeto. Uma lembrança. Eu quero fazer o mesmo para quem tem essa ideia em comum. E, além disso, num país com as proporções do Brasil, ainda há muitas cidades que consomem essa mídia. Muita gente sem ipod, sem acesso ou condições de viver na realidade tecnológica das maiores capitais. E acho mega interessante o Esquema Radiohead. De quem realmente se encantar com o disco se sentir no dever de contribuir por ele. De cada um poder pagar o quanto quiser pelo download. É um movimento inverso do que era o comum".
O Eskimo busca a calmaria, mais do que o barulho.
"Eu já aprendi que às vezes um silêncio faz doer muito mais do que qualquer palavra ou nota", diz Laplan, que faz a maioria das letras e músicas, algumas em parceria. "A nossa busca é pelo lado emocional, pela tensão. Não pelo peso, mas pelo amargo. São emoções um pouco mais complexas pra alguém com pouca vivência entender. Mas mesmo assim a parte instrumental acaba por atrair entusiastas. Acho que o nosso público gosta de muita coisa ao mesmo tempo. De cantar baixinho, de olhos fechados, de dançar todo errado dentro do quarto e de, às vezes, pagar de guitar hero. Alguém que esteja aberto para o que está na frente".
FORMULE
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