BALANÇO GAME WORLD | LABORATÓRIO POP


COMBUSTÃO

02.04.2010 | 03:16

BALANÇO GAME WORLD

Gerhard Brêda, de São Paulo



Jogar videogame no Brasil não é para muitos. Os altos impostos colocam os preços lá em cima e uma cultura que não abraça os games como uma forma de entretenimento legítima tornam os jogadores verdadeiros heróis da resistência. Ao mesmo tempo, jogar videogame no Brasil é para muitos. Pesquisas de mercado situam os jogadores na casa das dezenas de milhões, empresas como a Microsoft e a Sony estão no Brasil e os investimentos em distribuição e publicidade aumentam a cada ano. O 6º Troféu Game World refletiu bem este paradoxal Brasil de joystick na mão: cerca de 9 mil pessoas passaram pela feira, realizada pela primeira vez nesta edição, mesmo que alguns estandes não fossem particularmente espetaculares. É um mercado que está começando a andar e, como todos os recém-nascidos, ainda dá seus tropeços.

Da E3, algumas inspirações. Os estandes são similares, guardadas as devidas proporções, aos da grande feira norte americana e até algumas “booth babes” (mulheres bonitas que ficam nos estandes entregando flyers e explicando superficialmente os produtos) dão as caras. Um detalhe que chamou a atenção foi que grande parte dos consoles estava conectada às TVs de plasma e LCD com cabos simples de áudio e vídeo, e não saídas vídeo componente ou HDMI. Em alguns games, como Grand theft auto: Episodes from Liberty City, a resolução da tela causava danos aos gráficos, especialmente na resolução das sombras.

O Game World foi o primeiro evento no qual a Sony, a Microsoft e a Nintendo deram as caras no Brasil. Por mais que isso seja um avanço histórico e um grande mérito da produção do evento, nem todas as empresas mostraram o mesmo empenho. O estande da Sony foi morno. Embora a presença de Anderson Gracias, gerente da divisão de Playstation da Sony do Brasil, tenha conferido peso à participação, no departamento de novidade nada foi apresentado.  O game mais recente era God of war III, que foi trazido pela Sony do Brasil com apenas quatro dias de atraso em relação ao lançamento americano e é o carro chefe do PlayStation 3 no momento. A Microsoft trouxe um estande fraco, com alguns Xbox 360 com jogos populares instalados no HD.

A Nintendo, por outro lado, deu um show. Graficamente, era o melhor estande disparado, com grandes painéis com os personagens da empresa e pessoas curtindo o Wii. No estande, rapazes e moças vestidos com roupas de academia da Nintendo davam um ar Wii fit à exposição. O dublador do Mario, Charles Martinet, a distribuição de pôsters e a exibição do Nintendo DSiXL, o maior lançamento da Nintendo no momento, aliados à presença do gerente de marketing da América Latina, Mark Wentley, tornaram o estande da Nintendo o mais forte da feira e o mais frequentado. Ponto para a Big N que, curiosamente, é a única das principais softhouses sem representação no Brasil.

Os outros estandes eram de distribuidores, lojas, parceiros ou produtoras menores. O estande da loja Rock Laser aliou um combo matador: Rock band completo exibido em um telão e com grandes caixas de som na parte interna do estande e God of war III na parte externa em uma TV e, com isso, permaneceu lotado durante a feira. A Coolermaster trouxe algumas novidades na linha de computadores já montados, algumas fontes e gabinetes.

Os estandes da Synergex e da NVidia também estavam excelentes. A Synergex trouxe o game Assassin’s creed 2, inédito para PC, uma semana antes do lançamento nacional. Para complementar a surpresa, a NVidia ligou algumas máquinas com sua 3D Vision, a tecnologia de óculos, drives e emissores que transforma qualquer game em uma experiência em três dimensões. Ponto para a NVidia, bem representada no estande com o presidente brasileiro da empresa.

A Yamato, empresa por trás de diversos eventos de grandes eventos de anime, como o Anime Friends, montou campeonatos de Street fighter IV, New super Mario bros. Wii e cosplay, gerando diversos visitantes com roupas de personagens de games. Ash Ketchum (de Pokémon), Dante (de Devil may cry), Chrono (de Chrono trigger) e Solid Snake (Metal gear solid) foram facilmente derrotados pelo excelente cosplay de Samus Aran (Metroid).

Uma empresa internacional que teve uma tímida participação foi a Hudson, casa do Bomberman e do cult Bonk, que apenas trouxe coletâneas de minigames para Wii e DS, além de um puzzle e um jogo de horror sem muita fama.  A WB Games marcou presença em um grande estande que mostrava, de um lado, uma prévia do novo FIFA da Copa do Mundo, no meio, um painel com Lego Harry Potter: Years 1-4. O estande também tinha Dirt 2, da Codemasters (também distribuído pela empresa) para ser jogado com volante e pedais.

A etapa de premiações foi curta, mostrando que a vedete mesmo deste ano foi a feira. Um discurso do jornalista André Forastieri abriu a cerimônia e depois a também jornalista Flávia Gasi comandou o evento, que arrancou palmas, urros e reações da plateia. É uma versão mais nerd do Oscar. Como a premiação está em seu primeiro ano, os erros e ausências são compreensíveis. É bem provável que 2011 seja bem melhor.

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FORMULE

Postado Por DILSON FIDELIS TORRES JUNIOR

11.06.2010 | 09:26

olá... eu queria uma ideia sua a respeito do nitendo DSiXL, pois estou pensando em comprar, vc acha que é melhor comprar ele ou o DSi. e eu tou pensanod em comprar no exterior, vc acha que aqui no brasil tem assistiencia e é facil de encontrar coisas extras para esses modelos? Agradeço muito se vc me responder. vlw

Postado Por EYQFSWZPH

23.01.2012 | 03:43

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