Kassidy | LABORATÓRIO POP


COMBUSTÃO

03.09.2010 | 04:03

KASSIDY

Philippe Noguchi

O visual pode até lembrar bandas dos anos 70 como Led Zeppelin, Creedence Clearwater Revival ou Lynyrd Skynyrd, mas as faixas desse quarteto de Glasgow, Escócia, não soam nada antiquadas. Muito menos modernas. Parecem vagar em um limbo indeterminável reservado só para eles.

É difícil dizer exatamente por que o som chama tanta atenção. Talvez seja pelo completo desapego pelas tendências e modinhas que dominam o rock indie hoje. Não espere ouvir aqui sintetizadores, camadas sobrepostas ou qualquer tipo de textura retrô e batidas eletrônicas.

A inspiração, eles garantem, vem dos ídolos do final dos anos 60, como David Crosby e Mamas and the Papas, mas qualquer comparação direta é impraticável. Entre faixas dançantes e otimistas, introspectivas com soul, arrastadas ou velozes; há, aparentemente, só uma regra: toda e qualquer tendência modernosa é simplesmente ignorada.

Os quatro membros se revezam nos vocais, sempre afinados, e o resultado desse mix esquizofrênico de sonoridades é sempre inesperado. Os vocais graves, melodias quadradonas e os refrões em coro até flertam com o piegas, mas são simpáticos no final das contas.

Barrie-James O'Neill, Hamish Fingland, Lewis Andrew e Chris Potter ainda estão lançando seu segundo EP, The rubbergum: Volume 2, e acabam de assinar com a Vertigo. O debute está previsto para o início do ano que vem. Entre as conquistas mais recentes, está uma apresentação no festival no Reeding Festival e Leeds Festival no final de agosto.

Confira o som da banda em www.myspace.com/kassidyuk

Leia outras notícias de Combustão

FORMULE