LONEY, DEAR | LABORATÓRIO POP


COMBUSTÃO

17.04.2012 | 20:09

LONEY, DEAR

Gerhard Brêda

Em 2003, Emil Svanängen pegou um microfone, um computadore e, do porão de seus pais em uma casa na cidade sueca de Jönköping, compôs um disco carregado de efeitos e melodias experimentais. Ele seguiu lançando seus discos de forma independente, quatro no total, até ser visto pelo selo americano Sub Pop, que lançou relançou seu disco, Loney, noir, de 2005.

Com o pseudônimo Loney, Dear, Svanängen faz pop com ondas e mais ondas de efeitos e sempre alguma nota preenchendo os silêncios de fundo. Há uma certa melancolia cinzenta e nórdica nas composições, com o vocal ocasionalmente simulando Thom Yorke em seus momentos mais depressivos. Calm down, do disco mais recente, Hall music, é orgânica, mas densa, com uma percussão quase trovejante e um arranjo de cordas que carrega a melodia triste do violão.

A comparação com o Radiohead segue em D major, que poderia muito bem ser uma composição irmã de Faust harp, ainda que sem o refino da banda britânica e um vocal mais esganiçado. My heart é quase eletrônica, com um baixo swingado e uma progressão de dinâmica admirável. A música é um crescendo constante, contido e até mesmo agoniante.

Você pode ouvir Hall pass na página do Facebook do Loney, Dear, clicando aqui.

Foto: Divulgação

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