22.09.2011 | 02:26
THE WAR ON DRUGS
O nome é uma brincadeira com um episódio hoje pouco lembrado dos anos 80 - a guerra contra as drogas do governo Ronald Reagan. O som da banda tem lá suas raízes na época, já que até mesmo a qualidade da gravação e da mixagem tem um pé nos eighties - soa como as bandas daquele periódo que se voltavam para uma sonoridade mais antiga. No todo, o War On Drugs parece mesmo é ter uma predileção pelo som puramente americano de artistas como Tom Petty e Bruce Springsteen. Vindos da Filadélfia, conseguiram alguma projeção com o disco de estreia Vagonwheel blues (2008) e retornaram em agosto com Slave ambient, disco que vem recebendo estrelas e mais estrelas de revistas/portais como Mojo e Pitchfork.
War On Drugs teve como um dos fundadores o guitarrista Kurt Vile - que saiu da banda e dedica-se hoje à sua carreira solo. Sobrou para seu colega Adam Granduciel (guitarra, teclados e vocais) liderar o grupo, que ele divide com Dave Hartley (baixo e guitarra), Steven Urgo (bateria) e Robbie Bennett (guitarra). Em Slave..., a ambientação nublada de músicas como Best night e Your love is calling my name já dão mostras de que grupos como My Bloody Valentine e Jesus & Mary Chain, de certa forma, serviram como matrizes. Uma boa banda para o fim de 2011.
FORMULE
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Rodney Brocanelli