Brick by brick | LABORATÓRIO POP
  • Bom

    Brick by brick

    | Arctic Monkeys

    Pelo visto, os macacos congelados de Sheffield, mesmo na geladeira desde 2009, com o lançamento do pretensioso e decepcionante Humbug, ainda tem peso entre os indies, hipsters, alternativos e afins. O Arctic Monkeys, a melhor banda da semana retrasada, volta em 2011 de supetão com Brick by brick, um rockzinho arrastado, com cheiro de Queens of the Stone Age, ainda com ranço de Humbug, mas melhorzinho, vá lá.

    Os beats acelerados, vocais frenéticos e letras inteligentes da era Whatever people say I am, that’s what I’m not e Favorite worst nightmare foram definitivamente arremessadas pela janela e incendiadas, mas o que surge da cabeça de Alex Turner é agradável. Alguns riffs relaxados e com quebradas chapadas, típicas da banda de Josh Homme, costeiam um vocal esquisito, que apenas soa claramente Turner no refrão.

    A bateria de Matt Helders ainda é impressionante e as linhas de baixo de Nick O’Malley ainda são interessantes, mas falta alguma coisa. É bom, mas não tem a fagulha de genialidade do debute nem as melodias e letras interessantes da sequência. É inflado, meio pretensioso, mas, ao mesmo tempo, simplório.

    Não está claro se o clipe é um teaser para manter a banda aquecida no coração efêmero dos indies ou o primeiro single de um sucessor de Humbug, mas uma coisa é certa: “I wanna rock and roll / Brick by brick” é candidato a pior verso do ano. E ainda estamos em março.

    POR: [Gerhard Brêda]

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