24.08.2010 | 22:18
NUVEM DE GAMES
Lembra da sensação de trazer um game da loja, abrir o mais cuidadosamente possível a caixa, folhear o manual, checar o disco (ou cartucho) e inserir no console, esperando o melhor? Bem, isso caminha para ficar apenas como uma memória mesmo. A indústria como um todo está abraçando o fim da mídia física como a solução de todos os problemas. Para Michael Pachter, analista e ocasional vidente, o mercado físico vai deixar de ser a norma daqui a 20 ou 25 anos.
O chefão da THQ, Brian Farrel, se juntou a Bobby Kotick, da Activision, e outros figurões da indústria no anseio por um futuro sem Xbox, PlayStation ou Wii, com as transações acontecendo digitalmente e os games executados em cloud computing, ou computação em nuvem.
Farrel, em uma reportagem em vídeo do Game Industry TV, não fez questão de esconder seu entusiasmo com plataformas como o OnLive e o Gaikai, de Dave Perry. “Acredito intensamente no conceito de computação em nuvem. Intensamente”, disse o executivo. “O conceito de reduzir os custos do consumidor, removendo a necessidade de comprar hardware, é uma tremenda oportunidade em potencial. Por que precisamos de uma caixa de US$ 1 mil, que é o custo destes equipamentos? Por que precisamos disso?”.
Os comentários de Farrel não são novos. O fundador da EA, Trip Hawkins, e o guru da Konami, Hideo Kojima, já se mostraram empolgados com a ideia de jogar em qualquer lugar no futuro.
Enquanto isso, Bobby Kotick, o controverso CEO da Activision, já demonstrou publicamente sua impaciência com a indústria ainda ser baseada em discos e consoles.
A distribuição digital, para os executivos, elimina uma parcela significativa dos custos, que se desviam para a produção física do conteúdo (discos, caixas, manuais, distribuição – e todas as taxas que vem com isso). Até Nolan Bushnell, que fundou a Atari nos anos 70 e agora retornou à diretoria da empresa, disse que a transição para a distribuição digital é natural para a indústria.
Além disso, a distribuição digital facilitaria às desenvolvedoras consertar games com bugs por meio de patches ou lançar conteúdo adicional, seja ele gratuito ou pago. Outro vilão da indústria que vai ser abatido é o mercado de usados, que gera bilhões nos EUA e é considerado um problema maior que a pirataria.
O vídeo é longo e em inglês, mas é interessante para quem quer saber os próximos passos da indústria. Veja:
FORMULE

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