MAFIOSO É A MÃE | LABORATÓRIO POP


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19.08.2010 | 21:19

MAFIOSO É A MÃE



A UNICO, uma organização que defende os ítalo-americanos, se manifestou contra Mafia 2, pedindo para que a Take-Two pare o lançamento do game. Andre DiMino, representante da organização, escreveu uma carta para o presidente da Take-Two, Strauss Zelnick,  dizendo que o game é uma “perpetuação inapropriada e ofensiva do perverso estereótipo de que o crime organizado é um domínio exclusivo de italianos e ítalo-americanos”.

“A Take-Two vai lançar um game que vai fazer uma nova geração associar diretamente italianos e ítalo-americanos com crime organizado violento e assassino, excluindo outras ‘mafias’ comandadas por outros grupos étnicos e raciais”, disse DiMino. “Estamos exigindo que eles não lancem o game e o limpem de todas as referências a italianos e ítalo-americanos”.

DiMino esclareceu ao MTV Multiplayer que está primeiramente preocupado com a perpetuação de estereótipos italianos, mas que não aceitaria que outras etnias fossem desrespeitadas. “Eu não gostaria de ver outros grupos denegridos de qualquer forma”, disse. “A empresa já fez coisas contra os haitianos e cubanos e agora mira nos ítalo-americanos. Não deve ser feito contra nenhum grupo”.

O presidente da Take-Two, Strauss Zelnick, emitiu um pronunciamento oficial. “Mafia 2 conta uma história interessante sobre o crime organizado nos EUA – um assunto que aparece em filmes, na TV e em romances há décadas. Nem a ÚNICO, nem qualquer outra organização supostamente representando os ítalo-americanos já jogou ou viu Mafia 2”, disse o executivo, em nota. Para ele, a Take-Two equilibra o direito de livre expressão com o que ela acredita ser uma abordagem pensada e respeitosa. Zelnick também aponta que o game, classificado com o selo M (Mature), não foi feito para jogadores jovens.

“Só lançamos um game que atinge nossos padrões: como arte, como entretenimento e como um produto socialmente responsável. Nossa meta é distinguir uma história interessante e criativa, que faz com que o assunto evolua artisticamente de uma exploração glorificada e gratuita da violência ou dos estereótipos. Eu apoio completamente nossa equipe criativa e nossos produtos, incluindo Mafia 2”.

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