SÓ FALTA A CÂMERA NA MÃO | LABORATÓRIO POP


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27.08.2010 | 20:48

SÓ FALTA A CÂMERA NA MÃO



Half-life é um dos melhores games de tiro em primeira pessoa já feitos. Em 1998, quando o primeiro game da franquia foi lançado, o mundo estava focado em FPS sem história e baseados em partidas multiplayer. O game da Valve trouxe uma complexa trama de ficção científica e uma forma única para contar histórias. O roteiro encaixaria em um filme bem produzido, mas  Valve não quer dar mole e diz que se algum dia o game for adaptado, ela quer cuidar da produção.

O chefão da empresa, Gabe Newell, disse à PC Gamer que produtores de Hollywood já cogitaram a possibilidade de um filme de Half-life antes, mas que os roteiros propostos eram “os piores”.

“Como um jogador de World of warcraft, eu gostaria muito que a equipe do game fizesse o filme, mais do que qualquer pessoa, certo?”, explicou Newell. “Eu gosto do Sam Raimi. Sou um fã desde que Uma noite alucinante [Evil dead, no original] foi lançado, mas prefiro ver a Blizzard fazendo o filme. Pensamos que os consumidores pensam ‘Ok, estamos meio de saco cheio de vocês fatiando a experiência de ser um fã de Harry Potter, Half-life ou Os incríveis e vocês precisam consertar isso’”.

“Começamos a pensar assim quando Half-life 1 foi lançado. Fizemos várias reuniões com o pessoal de Hollywood”, acrescentou o executivo. “Os diretores queriam fazer um filme de Half-life, então eles traziam um roteirista, ou alguma agência de talentos trazia alguns roteiristas e eles sugeriam histórias”.

“E as histórias eram tão ruins. Quer dizer, brutalmente ruins, as piores. Não entendiam o que fez do game um bom game, ou o que fez a franquia ser uma coisa interessante a ponto das pessoas virarem fãs”, disse Newell. “Foi aí que começamos a dizer ‘Bem, a melhor coisa que podemos fazer é não criar um filme, ou vamos ter que fazer com nossas próprias mãos’. E aí pensamos ‘Fazer com nossas próprias mãos? Bem, isso é impossível’. Mas agora, estamos fazendo os curtas Meet the team, para Team fortress 2. Estamos explorando o cinema”.

Um dos maiores desafios seria injetar uma personalidade no protagonista do game, Gordon Freeman, que durante o game – e nas sequências – não disparou uma palavra sequer.

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