10.06.2010 | 00:43
A COPA DAS VUVUZELAS
Rodney Brocanelli
Algumas Copas entram para a história por causa de um grande craque que leva nas costas sua seleção ao título. Exemplos: 1962, com Garrincha; 1986, com Maradona, e 1994, com Romário. Outras ficam conhecidas pelo fato de sempre pairar uma suspeita no ar, como 1966, na Inglaterra, e 1978, na Argentina. Alguns mundiais ficam conhecidos pelas seleções que deveriam ser campeãs, mas o destino (e outros fatores) não permitiram que fossem, como a Hungria, de 1954, a Holanda, de 1974, e o Brasil, de 1982. De uma forma ou de outra, algo sempre fica marcado na história das Copas.
Contudo, a Copa da África do Sul corre o risco de entrar para a história por causa de um outro componente, que não tem nada a ver com os que foram descritos no páragrafo anterior. A Copa de 2010 poderá ser conhecida como a Copa da vuvuzela.
A corneta usada pelos sul-africanos é, disparada, o principal assunto de emissoras de rádio e televisão, jornais e portais de internet. Em parte, isso acontece porque esse período que antecede o Mundial foi bem fraco no que diz respeito a notícias. A bola Jabulani bem que tentou rivalizar, graças ao debate em torno de sua qualidade, mas não conseguiu. A série de contusões em série que vitimou atletas de diversas seleções chamou bastante a atenção e preocupou. Nada disso, no entanto, tirou o foco da vuvuzela.
Com o início da Copa, espera-se que as atenções se voltem para o que acontece dentro das quatro linhas, e não com o barulho que vem das arquibancadas. As seleções principais e os grandes craques têm a orbigação de colaborar com isso apresentando um futebol acima da média. A primeira Copa que acontece no continente africano não merece ficar marcada apenas pelo som das vuvuzelas.
FORMULE
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