Arbitragens polêmicas da Superliga reabrem discussão sobre uso da tv | LABORATÓRIO POP


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30.01.2012 | 17:27

ARBITRAGENS POLêMICAS DA SUPERLIGA REABREM DISCUSSãO SOBRE USO DA TV

Rodney Brocanelli



Na semana passada, o vôlei ganhou amplo destaque nos jornais não por algo que aconteceu dentro de quadra, mas sim fora dela. William Arjona, levantador do Sada/Cruzeiro, foi advertido pela Confederação Brasileira de Vôlei (CBV)  pelo fato dele ter usado o Twitter para fazer críticas a atuação da arbitragem na partida em que seu time foi derrotado pelo Vivo/Minas por 3 a 2, no dia 14 de janeiro. A entidade o advertiu com base em um artigo do regulamento  em que se proíbe declarações públicas contra a competição, à própria CBV e aos árbitros. Atletas de renome como Bruno Resende e os irmãos Gustavo e Murilo Endres se mostraram solidários com o colega, e até sugeriram a criação de um sindicato de atletas para que tenham vez e voz nas discussões sobre regulamentos.

Não é de hoje que o nível da arbitragem brasileira vem sofrendo objeções. Na atual edição da Superliga 2011/2012 não foram raros os jogos em que houve alguma polêmica.  Na recente partida entre Sesi-SP x Cimed/Sky,  um lance polêmico marcou o terceiro set. No 21º ponto do time da casa, o levantador Bruninho reclamou de uma possível invasão do atacante na hora de atacar. O primeiro árbitro não viu dessa maneira e confirmou o ponto. Não sem antes acontecer alguma discussão, que envolveu o líbero Serginho (Sesi). Os dois foram advertidos com o cartão amarelo.

É em casos como esse em que se volta a falar sobre o uso da televisão como auxílio para as decisões dos árbitros. Nem é necessário usar a mesma tecnologia usada no tênis, em que um sensor indica se a bola bateu dentro ou fora da quadra. Basta usar o exemplo do futebol americano, em que os árbitros têm a chance de analisar melhor suas decisões com a simples observação de um lance nos vários ângulos filmados pela televisão.

Claro que a televisão não resolveria todos os problemas de arbitragem. É necessário também um melhor preparo, reciclagem e formação de novos quadros.

No final de 2011, o atual presidente da CBV, Ary Graça Filho, lançou sua candidatura à presidência da Federação Internacional de Vôlei. Bem que ele poderia colocar em sua plataforma de campanha essa questão. 

 

Foto: Divulgação

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