25.06.2010 | 23:55
BOM PARA O BRASIL
Rodney Brocanelli
No fim das contas, a classificação do Chile em segundo lugar do grupo H acabou sendo boa para o Brasil. É melhor pegar um adversário tradicional do continente a ter de encarar a retranqueira seleção da Suiça. O Brasil costuma ter enormes dificuldades contra adversários que se postam atrás da linha da bola, e o jogo de estréia contra a Coréia do Norte foi um bom exemplo disso.
Outra vantagem para a seleção brasileira (e conseqüente desvantagem para eles) é a falta de pontaria dos atacantes chilenos. Esse fator quase coloca tudo a perder durante a partida contra a Espanha. Sorte que a Suiça não conseguiu marcar um misero gol contra Honduras. Também, o que esperar de uma seleção que só sabe se defender?
Voltando ao confronto entre Espanha e Chile, os chilenos começaram melhor e dominaram o adversário nos primeiros 15 minutos. Com a evidente ineficiência dos homens de área, só restou aos espanhóis esperar por um erro, que não demorou muito para acontecer. O goleiro Ponce saiu da área de forma destrambelhada e dividiu uma bola com Fernando Torres na intermediária. David Villa aproveitou o rebote e mandou para as redes.
A partir de então, o Chile foi sumindo da partida. O segundo gol, de Iniesta, tratou de terminar com qualquer esperança. O técnico Marcelo Bielsa fez alteraçãoes na volta para o segundo tempo e uma delas deu certo. Millar, que entrou no lugar de Gonzalez (foto), conseguiu o gol de honra. E só.
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Lembrete: o Brasil precisa jogar muito mais do que mostrou na partida contra Portugal para fazer valer as vantagens que tem sobre o Chile
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