CBF: em vez dos clássicos, que tal adotar o modelo argentino? | LABORATÓRIO POP


GERAL

15.03.2011 | 02:01

CBF: EM VEZ DOS CLáSSICOS, QUE TAL ADOTAR O MODELO ARGENTINO?

Rodney Brocanelli



A CBF adotou a ideia, muito comentada no final do ano passado, de programar clássicos regionais na última rodada do Campeonato Brasileiro de 2011. O assunto já foi comentado aqui neste espaço em 30 de novembro de 2010. Passo a reproduzir o texto na íntegra, até porque não ficou datado. Boa releitura.

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A penúltima rodada do Brasileirão terminou e a intensidade do debate sobre a fórmula de pontos corridos só cresceu nas últimas horas. Nunca é demais trazer mais uma contribuição. Ouvi/vi/li muita gente boa defendendo a tese de que a última rodada deveria ter apenas clássicos regionais. Dessa forma, não haveria espaço para o corpo mole verificado em alguns times. A ideia é interessante, mas enfrenta um problema de ordem logística. Em Belo Horizonte e em Porto Alegre é possível colocar os clubes rivais para jogar. Contudo, especialmente no Rio de Janeiro, a situação se complica um pouco. Não é possível que o efetivo da  polícia  dê  segurança a jogos dos grandes cariocas no Maracanã e no Engenhão ao mesmo tempo. O risco de enfrentamento das torcidas, tanto na ida como na volta, deve ser considerado.

O mesmo problema acontece em São Paulo e com um agravante. Até dá para programar jogos entre dois grandes de São Paulo e um  jogo do Santos  contra outro grande da mesma cidade, em Santos. Entretanto, o Santos teria a vantagem de sempre fazer o último jogo em casa, caso essa estratégia fosse adotada para as próximas edições. Levar um clássico para o interior e deixar outro na capital também não seria a solução ideal, uma vez que a ideia é dar igualdade de condições para todos.


Uma solução simples para o Campeonato Brasileiro de futebol seria deixar a arrogância de lado e adotar um modelo que é sucesso na Argentina e se espalhou para outros países do continente americano. Que tal em vez de um, termos dois campeões? O campeão do primeiro turno e o campeão do segundo. Lá fora, eles chamam de Apertura e Clausura, mas poderíamos abrasileirar isso de alguma forma. É uma fórmula simples, que colocaria em confronto todos os times da primeira divisão. Terminado o primeiro turno, temos um campeão, com direito a festa e tudo mais. Depois disso, pontos zerados, e todos os clubes correm para disputar o título do segundo turno. E, mais importante, estaria preservado o conceito de cada um por si, especialmente na reta final.

 

Foto: Divulgação

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