CBF reescreve mais uma vez a história do futebol brasileiro | LABORATÓRIO POP


GERAL

22.02.2011 | 00:16

CBF REESCREVE MAIS UMA VEZ A HISTóRIA DO FUTEBOL BRASILEIRO

Rodney Brocanelli



Bem que eu poderia usar este espaço para recuperar algum assunto importante do final de semana, como,  por exemplo, a desclassificação do Fluminense das finais da taça Guanabara. Poderia falar também da queda do Internacional, que não irá participar das semifinais do primeiro turno do campeonato gaucho. Poderia exaltar o grande feito do Resende, que promete não aliviar a barra para o lado do Flamengo na grande final. Poderia também homenagear o Cruzeiro e o São José, clubes de Porto Alegre, ofuscados pela dupla GreNal, mas que tem chances de fazer a final do primeiro turno do Gauchão...pauta é o que não falta.

Mas eis que os dirigentes do futebol brasileiro resolvem fazer mais uma lambança, tornando-se assim protagonistas do noticiário pela enésima vez. A CBF decidiu nesta segunda oficializar o Flamengo como o legitimo campeão brasileiro de 1987. Havia uma controvérsia histórica, uma vez que estava previsto um quadrangular final entre os finalistas do módulo verde (equivalente a primeira divisão), que eram Flamengo e Intenacional, com os finalistas do módulo amarelo (equivalente a segunda divisão), a saber, Sport e Guarani.

Campeão e vice do módulo verde, Flamengo e Internacional não quiseram participar do tal quadrangular. Dessa forma, decidiu-se proclamar o Sport como o campeão. Desde então, nunca se chegou a um consenso sobre aquele campeonato. O clube carioca sempre se considerou o máximo vencedor.

Se os dirigentes de Flamengo e Inter daquela época não tivessem se recusado a participar do quadrangular, essa confusão não perduraria até hoje. Agora, a CBF usa essa polêmica para tentar desestabilizar o Clube dos 13, bem na época em que está se discutindo a venda dos direitos de televisão. A entidade máxima do futebol brasileiro já havia reconhecido o São Paulo como penta-campeão brasileiro. Agora, com a nova canetada, a grande discussão fica por conta de quem ficará com a cobiçada Taça das Bolinhas.  O tricolor diz por intermédio de sua presidência que não abre mão dela.

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