Da China, não. Do Japão | LABORATÓRIO POP


GERAL

25.06.2010 | 00:01

DA CHINA, NãO. DO JAPãO

Rodney Brocanelli



 

Levante a mão quem nunca usou a politicamente incorreta expressão "é japonês" para tirar onda de um jogador com baixa qualidade técnica e ingênuo. Pois esta Copa do Mundo faz cair um mito. O futebol apresentado na vitória de 3 a 1 em cima da Dinamarca mostrou que o Japão deve ser respeitado a partir de agora nesse esporte.

Durante a partida, seus atletas apresentaram uma alta qualidade técnica, com direito a toques refinados, sendo um deles até de letra. É resultado de um investimento que começou nos anos 90, quando vários jogadores estrangeiros, entre eles Zico, Schilatti, Linker, Careca, Ramon Diaz e até mesmo Dunga, foram contratados pelos clubes de fuebol do país. Cada um deles, à sua maneira, deixou ensinamentos que foram transmitidos a várias gerações de jogadores.

E a Holanda conseguiu ser a primeira seleção desta Copa a se classificar com três vitórias. Contudo os números mentem um pouco. Quem olha a classificação e vê os 9 ponos não imagina que eles foram conquistados com um futebol inconvicente. A boa notícia é a volta do atacante Robben, depois de virar dúvida para este mundial com uma contusão na fase de preparação. A seleção camaronesa, por sua vez, decepcionou uma legião de torcedores que passaram a admirá-la graças ao futebol alegre e descompromissado mostrado na Copa de 1990.

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