Internacional leva susto, mas é bi da Libertadores | LABORATÓRIO POP


GERAL

19.08.2010 | 01:10

INTERNACIONAL LEVA SUSTO, MAS é BI DA LIBERTADORES

Rodney Brocanelli



Apesar do susto no primeiro tempo, o Internacional conseguiu uma virada heróica e conquistou o título da Copa Libertadores de América ao bater o Chivas (Mex) pelo placar de 3 a 2. Com isso, o clube gaúcho chega à segunda conquista desta competição, igualando-se ao Grêmio, seu grande e histórico rival.

Não foi uma partida fácil. No primeiro tempo, o Internacional tentou controlar o jogo e, tal como na partida em Guadalajara, levou o primeiro gol do time mexicano, marcado por Fabián, aos 42 minutos.  O Colorado teve que mudar sua estratégia e sair mais para o jogo no segundo tempo. Afinal, o placar levava a partida para a prorrogação. O esforço deu resultado. Rafael Sóbis marcou o gol de empate aos 16 minutos. Leandro Damião, que substituiu Sóbis, fez o segundo aos 30 minutos. Tranquilidade em campo e na torcida. Giuliano, o grande craque do Inter, deu números finais ao placar ao fazer um gol de pura raça.

O único senão foi a pancadaria que começou logo após o apito final. O mexicano Reynoso decidiu agredir jogadores do Internacional e uma confusão generalizada se seguiu.

Com o título da América no bolso, o próximo desafio do Internacional é o Mundial de Clubes da Fifa, que será disputado em dezembro. Existe a grande expectativa de que seu adversário na grande final seja a Inter de Milão.

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A conquista teve um sabor especial para Celso Roth. Um treinador muito contestado, com poucos títulos no seu currículo e muitas derrotas desastrosas  (entre elas, a do Palmeiras, na Libertadores de 2001). Seu nome, por muito tempo, foi ligado ao fracasso. Mesmo pegando o time no meio da competição, ele conseguiu reverter toda a expectativa que tinha sobre si. Queiram ou não, a partir de hoje, ele é um profissional diferente.

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Será que o Internacional irá mandar uma faixa de campeão a Jorge Fossati, o treinador que esteve no comando técnico durante boa parte da competição? Apesar de o vice-presidente Fernando Carvalho achar que o clube não seria campeão da Libertadores com ele, foi o uruguaio que roeu um osso muito duro por um bom tempo.

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Se o Rio Grande do Sul fosse um país independente, teria quatro títulos da Copa Libertadores da América. Ficaria atrás de Argentina, com 22, Brasil com nove e Uruguai com oito. Ficaria à frente de países como Paraguai, que tem três títulos, Colômbia, com dois, e Equador e Chile, cada um com um título cada. 

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