O fim do sonho americano | LABORATÓRIO POP


GERAL

26.06.2010 | 18:32

O FIM DO SONHO AMERICANO

Rodney Brocanelli



A festa em Montevidéu é mais que justificada e merecida. Desde 1970, a seleção uruguaia não ia tão longe numa Copa do Mundo. Contudo, o torcedor da Celeste Olímpica tem diversos motivos para ficar preocupado.  Contra a Coreia do Norte, o time até que começou bem e se aproveitou de um cochilo da defesa adversária para sair na frente. Depois disso, houve um inexplicável recuo. A seleção sul-coreana não tem qualidades, seus jogadores tocam bem a bola, mas ela está muito longe de assustar. O empate (e consequente castigo) veio com o gol de Chung-Yong. Quando resolveu partir novamente para o ataque, o Uruguai saiu da situação desconfortável, com um chute incrível de Suárez (foto), autor também do primeiro gol e, até então, alvo de muitas reclamações pelo fato de ser fominha e tentar conclusões quando a o melhor seria passar a um companheiro melhor colocado. Dessa vez, a fome de bola foi premiada.

*

Terminou o sonho norte-americano. O de popularizar o esporte num país que até hoje mostra certa resistência a algo que não é considerado parte de seu way of life. A partida contra Gana teve dois tempos distintos. No primeiro, domínio total dos ganeses. Os EUA passaram a dominar as ações no segundo. Esse equilíbrio de forças fez com que tivéssemos a primeira prorrogação dessa Copa. Valeu a força física de Gana, premiada com o gol de Gyan. Essa classificação teve um público vip: estavam presentes nas tribunas o ex-presidente Bill Clinton, o astro do basquete Kobe Bryant e o astro do rock Mick Jagger. “Mas o que ele faz num jogo dos EUA, se ele é inglês?”, pode perguntar o leitor mais atento. Se não tivesse se classificado em segundo de seu grupo, a Inglaterra estaria atuando hoje. Pelo jeito, Jagger  não quis mudar sua programação. 

Leia outras notícias gerais

FORMULE