Sobrou pressão e faltou sorte | LABORATÓRIO POP


GERAL

02.07.2010 | 15:44

SOBROU PRESSãO E FALTOU SORTE

Rodney Brocanelli



A sorte que ajudou a Dunga na Copa América de 2007, na Copa das Confederações de 2009 e em muitos momentos da fase de eliminatórias da Copa do Mundo, faltou justamente no momento em que não poderia faltar. Dominada pela Holanda durante todo o segundo tempo, faltou o lance decisivo, o golzinho salvador para que o Brasil empatasse a partida. Terminou assim, de forma melancólica, a controvertida passagem do técnico pelo comando da seleção brasileira. 

O Brasil começou a partida de forma estranha. Nervosos, os jogadores exageravam nas disputas de bola. Apesar de tecnicamente ter feito um bom primeiro tempo, os nervos continuaram a flor da pele mesmo após o gol. E quem deveria tentar passar tranquilidade para os atletas estava tão ou mais nervoso quanto eles. Só faltou a Dunga cuspir fogo a partir da área técnica. 

Nem mesmo o intervalo serviu para mudar a situação. Após a volta para o segundo tempo, a Holanda melhorou. Com isso, o Brasil se irritou cada vez mais. Consequência: os erros foram se acumulando.

Foi a partir de uma falta desnecessária na intermediária do adversários que nasceu o gol de empate holândes. Felipe Melo e Julio Cesar se atrapalharam num dos gols mais bizarros já tomados pelo Brasil em Copas. Michel Bastos foi outro que sentiu a pressão. Amarelado, teve de ser substituido. 

A situação piorou com o gol da virada. E Felipe Melo queria mesmo ser protagonista desta partida. Só não precisava ser de forma negativa. Pisou num jogador holandês caido e tomou o justo cartão vermelho.

Derrotada psicologicamente, a seleção brasileira passou a atacar desordenadamente e ficou exposta. O vexame poderia ser maior não fosse o fato de a Holanda não acreditar um pouco mais. 

É duro ter que escrever isso, mas a desclassificação da seleção brasileira não foi injusta. Em nenhum momento desta Copa, ela apresentou um futebol que a colocaase no caminho do título. Dunga teve muita sorte ao longo de quase quatro anos. Contudo, dessa vez, a competência não fez a parceria tão necessária a um time vencedor. 

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