Talentos individuais salvam a seleção brasileira. E a Mano também | LABORATÓRIO POP


GERAL

12.10.2011 | 01:16

TALENTOS INDIVIDUAIS SALVAM A SELEçãO BRASILEIRA. E A MANO TAMBéM

Rodney Brocanelli



Em pouco mais de cinco minutos, a seleção brasileira conseguiu sair de uma situação desconfortável e venceu, de virada, a seleção mexicana pelo placar de 2 a 1. A partida aconteceu no estádio Corona, na cidade de Torreon. Desta vez, o talento individual prevaleceu. Pelo menos três jogadores foram fundamentais para a construção do resultado: Jefferson, Ronaldinho Gaúcho e Marcelo. Por outro lado, pelo menos dois atletas terão de torcer muito para que o técnico Mano Menezes se esqueça dessa noite: David Luiz e Daniel Alves.

Empurrado pela torcida, o México não se assustou com  a tradição do Brasil e partiu para cima. Não demorou muito para sair o gol. David Luiz tentou cortar um cruzamento de Barrera e empurrou a bola para o fundo da rede. Mais um lance infeliz de um bom zagueiro que precisa ter sorte. Na partida contra a Costa Rica, ele nocauteou seu companheiro de zaga, Thiago Silva, em um lance no ataque (!).

Depois disso, o Brasil até que conseguiu acordar para a partida.  E pelo jeito, ganhamos uma dupla de ataque bem interessante. Hulk e Neymar conseguiram se movimentar bem, deixando malucos seus marcadores.

No entanto, a defesa ainda deixava um pouco a desejar. Daniel Alves fez um pênalti ridículo em Chicharito Hernandez, numa jogada que já estava morta. Guardado se encarregou da cobrança.O goleiro Jefferson estava atento e fez uma bela defesa. Se o Brasil tivesse levado o segundo gol, as coisas poderiam ser ainda mais complicadas na segunda etapa.

A partida ficou um pouco morna. Os mexicanos pareciam satisfeitos pela vantagem no placar e deixaram a ambição no intervalo. Já o Brasil foi tentanto partir para o ataque do jeito que dava. Sacado para dar lugar a Adriano, numa tentativa de recompor a defesa, Lucas fez falta no ataque. Neymar e Hulk passaram a jogar distantes um do outro.

Mas aí os talentos individuais fizeram a diferença. Ronaldinho Gaúcho fez um golaço de falta, aos 34 minutos. A bola estufou a rede. Prêmio para quem marcou o último gol com a camisa da seleção há aproximadamente quatro anos: 18 de outubro de 2007, na goleada contra o Equador, no velho Maracanã.

O melhor ainda estava por vir. E quem garantiu a vitória do Brasil foi um jogador que corria o risco de nem mais vestir a amarelinha: Marcelo. Aos 39 minutos, ele tabelou com Neymar, foi avançando, avançando e finalizou. Era o desempate, o desafogo. Um gol que garantiu Mano Menezes um pouco mais no comando da seleção brasileira.

Que ninguém se engane: o amistoso contra o México valeu pelo resultado, pela entrega dos jogadores em campo. Contudo, ainda falta muito para que essa seleção  seja verdadeiramente a seleção brasileira. 

Foto: Divulgação

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