SE O BATUQUE COMEÇASSE AGORA | LABORATÓRIO POP


MÚSICA

14.09.2011 | 18:43

SE O BATUQUE COMEÇASSE AGORA

Ricardo Schott



Roberto Medina diz não ter medo de altura. Isso vai ajudá-lo bastante no carnaval de 2013, quando o Rock In Rio, pela primeira vez na história do festival, vai ser tema de uma escola de samba, a Mocidade Independente de Padre Miguel. “Nem sei como vai ser, se vou estar num carro alegórico ou não, nem combinamos nada ainda. Tenho medo é do público. No primeiro Rock In Rio, combinaram que haveria uma homenagem para mim no fim do evento e eu fugi. Gosto mais é do backstage”, diz, rindo, o presidente do festival, que ganha homenagem com o tema Eu vou de Mocidade pra Sapucaí. O anúncio da parceria entre o evento e a escola de samba foi feito nesta quarta (14), na Cidade do Rock, numa festa que uniu a bateria da Padre Miguel às guitarras de Andreas Kisser (Sepultura), Marco Tulio (Jota Quest) e Yves Passarell (Capital Inicial), no Palco Mundo.


Junto deles, o carnavalesco Alexandre Louzada e o presidente da escola Paulo Vianna, já preparados para entrar em clima de guitarras pesadas e som alto. “O carnavalesco vai ter um manancial bem legal de coisas para pesquisar para o desfile. O Rock In Rio leva nossa imagem para fora do país e o carnaval faz isso há muito tempo”, diz Medina, afirmando que a união de rock e samba no carnaval surgiu por vontade mútua. “Não houve acordo financeiro. Era uma vontade deles de ver o Rock In Rio como tema faz tempo”.


Com um Rock In Rio já na ponta dos cascos para 2013, Medina diz que seu projeto é transformar o evento numa quase Copa do Mundo do rock. “Em setembro do ano que vem, vamos ter um musical do Rock In Rio na cidade do rock. E isso já vai ser bem perto do carnaval, e ajudará a entrar no clima”. 


A mescla de metal e samba na Cidade do Rock, para Andreas Kisser, aconteceu por intermédio de uma pessoa que é seu oposto na música.“Fui chamado pelo Andrezinho (integrante da banda de pagode Molejo e mestre de bateria da escola) hoje mesmo e já ensaiamos. Ao vivo, ele, Marco e Yves encontraram-se musicalmente ao som do Hino do Rock in Rio – e entraram de solapa em antigos sambas da escola. “No Sepultura já estávamos acostumados com misturas musicais: com samba, música sertaneja. É a música que ganha com isso”. 

 

Por fim, Medina revela que rock e samba ainda podem rolar no show de uma das maiores bandas do mundo. “O Axl Rose mandou um e-mail solicitando a bateria de uma escola de samba para o show do Guns N Roses. Não sei ainda se isso teve algum andamento”. O pedido do rockstar foi um passo para que Medina resolvesse fazer o mesmo nesta quarta. “O Rock In Rio nunca foi somente rock. Ele tem a capacidade de juntar todas as tribos”.


Foto: Ricardo Schott

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