SALADA FEMINISTA | LABORATÓRIO POP


MÚSICA

13.04.2011 | 18:49

SALADA FEMINISTA



Enquanto muitas mulheres salivam discursos prontos para tratar o feminismo, ninguém mais interessante para se fazer ouvir sobre o assunto do que Beth Ditto. A chamativa vocalista do Gossip, que recentemente lançou seu primeiro EP solo, falou à Spinner sobre seus modelos feministas. E a lista contempla uma mistureba de figuras.

 

"Eu tenho um monte de ídolos feministas”, despeja Beth. “O melhor sobre crescer em Arkansas – bem, não o melhor, mas algo que eu sempre me senti grata – era que eu realmente tinha que 'cavar' pelo que queria. Não tinha internet. Não havia toneladas de literatura feminista flutuando ao redor", completa a cantora indie.

 

"Tudo começou com Gloria Steinem, quando eu era menina, 11 anos ou algo assim, identificando-a como uma feminista, e por isso alguém admirável como 'ó meu deus, isso é realmente super-feminista'. Eu adorava Mama Cass de verdade. Mama Cass, que era muito gorda e não perdia peso. Sim, ela fez dietas, mas, durante a maior parte da sua vida e a melhor fase de sua carreira, foi uma pessoa gorda. Essas coisas são muito inspiradoras, suspira a vocalista do Gossip.

 

Beth enumera diferentes mulheres que marcaram sua adolescência. “Adorava Ethel Merman, e adorava Ethel Merman mesmo. Dar o nome da sua filha de Ethel Merman Jr foi, para mim, um dos atos feministas mais 'cools'. Aretha Franklin foi uma mãe adolescente, uma cantora que veio de um meio extremamente cristão, mas tinha muito amor, o que é realmente inspirador de uma maneira feminista. Whoopi Goldberg também foi importante para mim – ela foi uma das primeiras pessoas que eu ouvi falar sobre abortos clandestinos”, acrescenta a cantora.

 

 A voz do Gossip ainda lembra o Riot Grrrl, movimento de reinvindição feminista que abrange fanzines, festivais e bandas de punk rock. "A teoria feminista não era acessível, razão pela qual o Riot Grrrl era tão legal. Basicamente, deu a linguagem acadêmica para as pessoas que não tinham nenhuma, divulgou uma linguagem feminista. Deu maior compreensão às pessoas que não estavam na faculdade. Isso foi radical”, ela diz.

 

Além disso, soa engraçado, mas eu juro por Deus que ela mudou a minha vida: Miss Piggy era demais. Eu não estou brincando. Ela era um ícone feminista incrível, especialmente para uma criança na década de 80. Sobretudo, por eu ser uma menina gorda, as pessoas costumavam me chamar de Miss Piggy o tempo todo, mas isso nunca me ocorreu como insulto até que as pessoas me explicassem. Eu achava ela muito 'cool'", completa a cantora.

 

 

Foto: Divulgação

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