TCHAU E BÊNÇÃO, MAS... | LABORATÓRIO POP


MÚSICA

25.11.2011 | 15:47

TCHAU E BÊNÇÃO, MAS...



Com o fim do REM, Mike Mills, baixista da banda, não feito outra coisa a não ser falar – e participar de jogos beneficentes de golfe, seu esporte preferido. À Spinner, ele afirma que seu handicap é horrível (“só 18, não é um jogo fácil”, conta), mas que tem se dedicado. “Eu adoro fazer coisas que arrecadam dinheiro para a caridade, daí temos um tempinho juntos jogando”. O grupo, mesmo inativo, se ocupa de dar entrevistas para a divulgação de seu último lançamento, a coletânea Part lies, part heart, part truth, part garbage, 1982-2011, que traz três inéditas, Hallelujah, A month of saturdays e We all go back to where we belong.


“Não pretendemos fazer desta forma, mas da maneira como elas foram lançadas, mostram três facetas diferentes do grupo, musicalmente falando. Elas todas mostram, de uma forma ou de outra, o fim do REM, mas de três diferentes pontos de vista. A month of saturdays é uma canção tolinha, goofy, divertida. We all go back... é uma bela balada em mid tempo que adoramos fazer. Hallelujah é uma canção bem pesada”, conta.





O músico confirma o que o cantor Michael Stipe já havia falado em outra entrevista: Collapse into now, último disco de inéditas da banda (2011), já anunciava o fim – Stipe chegou a afirmar que o fato de a banda ter colocado uma foto sua na capa e de ele ter aparecido acenando já indicava a separação. “Estávamos mesmo nessa, de ser o último disco. Falamos sobre isso na turnê de 2008. Um papo como: ‘o que vamos fazer? Temos algumas decisões grandes para tomar nos próximos anos, então como vamos proceder? Ou como queremos proceder?’”, lembra. “Fizemos as coisas por nossa própria conta, sem pressão interna, sem pressão exterma, nenhum acontecimento negativo, nenhuma animosidade, nenhum rancor, advogados ou coisas do tipo. Apenas três caras decidindo o que queríamos fazer e vendo que era hora de apertarmos as mãos e seguir em frente”.


O músico lamenta algumas coisas a respeito do fim da banda. “Provavelmente vou me encontrar socialmente bastante com Michael (Stipe) e Peter (Buck, guitarrista), mas sentirei falta de estar no palco com eles. Há uma química que faz de uma banda algo maior do que três ou quatro músicos. Você poderia pegar três dos melhores músicos do mundo, colocá-los no palco e nada acontecer, porque não há química. Mas acontece isso entre nós, como acontecia entre nós na época de Bill Berry (baterista, que saiu da banda em 1997). Acontece em raras ocasiões e é o que eu lamento perder”.


Foto: Divulgação

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