O PAPAI É POP | LABORATÓRIO POP


MÚSICA

12.12.2011 | 11:06

O PAPAI É POP



Pop como muita gente atual nunca foi – e nunca vai ser – Frank Sinatra tem agora sua compilação definitiva. Best of the best foi compilada por seu filho Frank Sinatra Jr a partir dos masters originais, não sem um certo tom de lamentação. “Há um motivo para fazer esse disco. É que está tudo acabado, ninguém mais vai comprar os discos originais. Tivemos que seguir o clamor da indústria e trabalhar com o fim do mundo dos CDs, mas é hora de fazer isso de uma vez por todas”, afirma o filhão à Spinner.
 

Best of the best, pela primeira vez na história do cantor, traz músicas de ambos os selos nos quais ele gravou a maior parte de seus sucessos, Capitol e Reprise – gravadora que ele fundou e que existe até hoje – cobrindo um período que vai de 1953 a 1993. Frank Jr escreveu até os textos da coletânea. “Eu estava presente desde o começo. Quando os primeiros discos saíram nos anos 50, eu era um garoto. Quando as últimas gravações saíram, eu já era o diretor musical de sua banda”.
 

À Spinner, Frank Jr admite que sua carreira musical – iniciada quando bem jovem e sob os auspícios paternos - nunca deslanchou muito. “Não fiz muito sucesso. A única coisa que posso dizer é que continuo a trabalhar. Nunca tive um filme de sucesso, nunca tive um programa de TV e nunca tive um hit. Isso, nos dias de hoje e nessa indústria, te poe num status baixo”.
 

Frank Jr busca dar uma mudada na imagem meio estranha propaganda pela mídia a respeito de Frank – um cara que, dizem certas biografias, mandava agredir jornalistas e agia de maneira quase truculenta com os que lhe atravessavam o caminho. “Ele sempre teve os pés no chão e nunca acreditou, ou nunca se permitiu acreditar, na fama que o cercava. Nunca levou a adulação a sério. Nunca perdeu o contato com a realidade da vida em torno dele”, diz. “Essa é a grande diferença entre ele, Marilyn Monroe, Michael Jackson ou Elvis Presley. Eles foram figuras trágicas que não mantiveram os pés no chão e morreram dessa forma. Não é interessante o fato de que todos morreram sozinhos? Bom, isso não aconteceu com Sinatra, que nunca perdeu de vista a realidade da vida. Acho que isso o fez viver 82 anos e meio, também”.


Foto: Reprodução/Spinner

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