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MÚSICA

02.04.2011 | 14:39

QUALQUER IDEIA VALE



O Flaming Lips passa longe de ser uma banda convencional. A insanidade de Wayne Coyne, o vocalista, se espalha por diversas extravagâncias na carreira da banda, como os tradicionais orbes usados nos shows – bolas de plástico nas quais Coyne entra e caminha sobre a plateia. A última ideia do cantor, que vai adaptar o disco Yoshimi battles the pink robots para o teatro, é lançar a discografia da banda em um HD. E o drive estaria enterrado em um Wayne Coyne feito de gelatina, dentro do coração molenga do músico.


Os próximos lançamentos do grupo estão na mesma alçada desse plano maluco. A banda lança quatro músicas em um pen drive enterrado em um cérebro de gelatina, confortavelmente encapsulado em um crânio em tamanho real, também feito de gelatina, como nas balas gummy. Coyne também está trabalhando em um pedal de efeitos que, quando pressionado, toca outras quatro músicas da banda. Além disso, a banda vai lançar flexi-discs – vinis feitos com uma camada muito fina, mas que podem ser tocados em vitrolas comuns – em caixas de cereal e em uma edição da revista Mad.


“Fizemos uns 14 discos e estamos sempre pensando em fazer alguma coisa diferente”, explicou Coyne à Billboard. “Todos estão na mesma sinuca agora. Como se lança música? Como fazer isso ficar interessante? Eu apenas gostaria de lançar músicas o tempo todo e usar esses formatos esquisitos, não apenas ficar lançando tradicionalmente de dois em dois anos. Por sorte, encontramos pessoas que querem nos ajudar e querem fazer algo radical conosco”.


Mesmo assim, Coyne disse que quer lançar a música pela internet. “Não estamos tornando nossa música menos disponível”, disse. “Queremos que as pessoas tenham. E sabemos que se botarmos no iTunes, virtualmente no mesmo segundo, alguém vai postar na rede e ela vai estar disponível de graça. Mesmo assim, queremos que a música seja ouvida”.


Com a constante produção de material inédito, Coyne admitiu que a banda pode juntar essas canções em um formato mais tradicional de disco. Mas não muito tradicional. “Temos essa ideia grandiosa de criar uma versão em tamanho real de mim mesmo, feita de gelatina gummy, e no coração estaria esse gigantesco HD com as músicas, que você pode simplesmente arrancar”, disse o cantor. “Pensamos: ‘Por que não?’. Amo esse tipo de ideias”.


A versão para o teatro do disco Yoshimi battles the pink robots, de 2002 está já em pré-produção. A direção está com Des McAnuff e a peça vai incorporar músicas de The soft bulletin, de 1999, e At war with the mystics, de 2006.


“É um grande pedaço de músicas do Flaming Lips, provavelmente com umas 30 canções”, disse Coyne. “É um lance grande. É afetado, maravilhoso, pungente e poderoso. É realmente uma combinação perfeita de minha fantástica visão do mundo dos robôs e a pequena versão interna e humanística do que é a música. Eu acho que pode funcionar e, por sorte, não preciso fazer muita coisa”.


Foto: Divulgação

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