SENTADO À BEIRA DO CAMINHO | LABORATÓRIO POP


MÚSICA

10.10.2011 | 11:01

SENTADO À BEIRA DO CAMINHO



A vida ficou mais cinza para Gary Barlow quando o Take That se separou, em 1996. O cantor afirmou que passou um bom tempo em depressão após o fim do grupo. Chegava mesmo a se disfarçar quando saía à rua, morto de vergonha. As informações são do New Musical Express.


"Estava morando em Cheshire na época, indo para Londres de trem. Costumava me disfarçar com um chapéu ou algo do tipo. Estava acima do peso, não estava me sentindo bem e estava muito envergonhado de ser eu mesmo. Tinha vergonha das pessoas me reconhecerem", conta.


Barlow afirma também que sentia que nunca mais seria famoso. "Nunca mais gravaria, nunca mais ninguém precisaria de mim, nem meus telefones tocariam, nem nada. Sentia que estava enlouquecendo lentamente", recorda. "Era um tormento. Tinha um belíssimo piano branco, era meu piano da sorte. Todos os meus hits, escrevi nele. Em seis meses, nada mais acontecia, e esse piano me deixava maluco. Passei vários anos procurando por algo e depois tinha que tentar entender o motivo pelo qual as coisas não funcionavam para mim do mesmo jeito".



Barlow afirma ainda que só se sentiu novamente "válido"  para alguma coisa quando reformou a banda em 2006. "Foi o primeiro dia, em muitos anos, que sentei no trem, mas tirei o chapéu e deixei as pessoas virem até mim".


Ainda assim, a banda vai tirar umas férias da música - e recentemente anunciou a saída do colega Robbie Williams, que retorna à carreira solo.


Foto: Divulgação

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