09.11.2010 | 16:20
INVEJA, DROGAS E MÚSICA POP
No sábado (13) à noite os fãs britânicos do Take That não perdem por esperar: a banda aparece na ITV1, no documentário Take That: look back, don't stare. A ideia do filme é mostrar a realidade dos bastidores da banda e de sua volta - com todos os problemas e anseios pessoais que estão por trás do reencontro de Gary Barlow, 39, Mark Owen, 38, Jason Orange, 40 e Howard Donald, 42, com o caçula Robbie Williams, 36. E tudo o que está movendo e comovendo o quinteto por causa da recente volta da "takethatmania".
O tabloide The Sun chama o filme de "brutalmente honesto e, por vezes, chocante", ao mostrar os sentimentos do quinteto. Owen, por exemplo, aparece deixando a clínica de reabilitação após um mês de internação, para largar o vício do álcool. Os depoimentos mais tocantes, no entanto, são os do integrante mais famoso. Mesmo demonstrando felicidade pela volta ao grupo, Robbie Williams aparece triste em várias cenas. E revela, de forma sincera, que seu problema sempre foi Gary Barlow, tido como o líder do TT.
"Era sempre com ele, mesmo. Quis bater nele, quis bater em todas as memórias do grupo, e não deixei isso para trás e segui em frente", afirma, para depois mudar de tom. "Hoje, peço desculpas por isso. Mas precisei que ele ouvisse minha versão, que me ouvisse falar sobre como foi minha experiência. E que validasse isso. Ele o fez e foi uma porra de momento mágico. Gary deixou de ser um cara com figura de pai, o cara que comandava essa máquina e era o capitão da nave. Hoje, estou incrivelmente feliz de estar sob sua liderança. Ele é o cara".
O cantor ainda completa afirmando que está gostando bem mais de estar no TT do que "voltar para a banda do Robbie Williams".
"Não temos necessidade um do outro. Nós queremos um ao outro. Minha esperança é que essa amizade se regenere sozinha. É como se jogássemos um jogo em que precisamos conhecer bem um ao outro. E esse jogo se joga escrevendo canções", diz.
Owen, por sua vez, encara a questão da reabilitação na frente das câmeras. "Não sabia que estava ferrado. Mas estava ferrado de verdade quando me vi de frente. Não combino mais com beber. Numa época, estava tipo 'não posso mais entrar num estúdio nunca mais, não sou mais capaz de fazer isso' ", diz o cantor, para logo narrar sua recuperação e a volta de sua confiança. "Com Rob de volta à banda, é o papel de cada um fazer o possível pela paz e refletir um pouco sobre nossa história". O cantor ainda lembra ter ter sido o ombro amigo de Williams durante os problemas que o popstar enfrentou em sua carreira, como os problemas com drogas.
Barlow, por sua vez, reconhece que sofreu com o sucesso do amigo Robbie Williams. "Cheguei a pedir ao banco para mudar meus nomes dos cartões de crédito. Eu não podia enfrentar meu nome. Era duro ver como Rob chegava lá e eu parecia estar dez passos atrás. Era como um fracasso que me perseguia em todos os lugares. Você simplesmente se sente como um perdedor completo e pronto", lembra o cantor. "O Rob com quem trabalho hoje, claro, não é o mesmo cara dos anos 90. Precisei desse tempo. Precisei que isso tudo acontecesse para eu estar aqui. Quase até posso agradecer. Toda essa merda foi grande, me fez alcançar o fundo do poço. E olhe só para mim agora".
Em 22 de novembro, a banda lança o CD Progress.
Foto: Reprodução
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