ROCK ENVERGONHADO | LABORATÓRIO POP


MÚSICA

05.05.2011 | 20:05

ROCK ENVERGONHADO



Apesar de Beyoncé estar, ultimamente, muito ocupada com os preparativos para o lançamento do seu novo álbum, isso não a impediu de tirar a noite de 29 de abril de folga e curtir o som do The Kills em Nova York. Depois da apresentação, a diva pop foi ao camarim do grupo e cantou a sua admiração pelo som de Alisson Mosshart e Jamie Hince – e, ao que tudo indica, o carinho é recíproco.

 

"Ela foi a primeira pessoa que vi quando entramos no palco. Alguém nos disse que ela estava escutando o nosso disco (Blood pressures) e que vinha ao nosso show”, fala Hince ao Spinner. “A música dela é incrível. Quando você ouve Single ladies, há definitivamente uma semelhança com as canções “playground”, que foram minha grande inspiração para o disco Midnight boom (de 2008). Então, ouvir Single ladies depois disso, era como se ela estivesse fazendo o Midnight boom! É semelhante", completa o guitarrista.

 

Hince ainda acrescenta que compartilha um interesse com Beyoncé no uso de percussão e elogia seu trabalho de palco. "Eu gosto do ritmo, eu gosto de batidas e gosto do fato dela assumir o R&B; ela tem um ritmo vocal incrível. Você vê todas essas bandas de rock e acha que eles estão realmente acontecendo, mas eles mal se movem no palco, tem aquela atitude indiferente. Vá e veja Beyoncé e Jay Z; cada segundo é pensado com cuidado e realmente tem algo acontecendo; eles são a vergonha das bandas de rock".

 

O músico então tenta explicar a personalidade que o The Kills transmite nas apresentações. “Nosso show não é coreografado como um show de Beyoncé ou um show de James Brown costumava ser. Nosso show é como música soul; parece que estamos tocando com nossas almas e naturalmente nós vamos nos movendo”, completa Hince ao Spinner.

 

 

Foto: Divulgação

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