O SOM QUE VEM DO PÂNTANO | LABORATÓRIO POP


MÚSICA

25.10.2011 | 16:50

O SOM QUE VEM DO PÂNTANO



Durante muitos anos, o ex-líder do Creedence Clearwater Revival, John Fogerty, se recusou até mesmo a tocar as músicas de sua ex-banda nos seus shows solo. Agora, não mais. Ele se prepara para cantar em novembro no Beacon Theatre e no Ceasars, em Nova York, em novembro, as músicas dos discos Cosmo’s factory (1970) e Green river (1969), de seu grupo – o que significa que canções com Lodi, Green river, Who’ll stop the rain e Long as I can see the light voltam aos palcos na voz de seu próprio autor – após anos e anos de apresentações do cover de luxo Creedence Clearwater Revisited, levada adiante por seus ex-colegas Stu Cook (baixo) e Doug Clifford (bateria). E ele até afirma que se reuniria com os dois.
 

“Hum.... sim. Alguém me perguntou isso e fiquei surpreso até com minha resposta. Percebi que esses tempos, com a banda, foram realmente ótimos. Perdi muita da raiva que fiquei por causa dessa época. Tenho uma vida maravilhosa agora”, afirma o músico, que se diz agradecido por ter a seu lado a mulher e os filhos. “Tudo começou com uma bela mulher, Julie. Criamos uma família maravilhosa. Temos uma criança pequena e dois que já estão na faculdade. Tive uma vida feliz, olhando para minha família e para meu lado artístico. Não tenho nem tenho de pensar no passado. Se você se sente bem e está ocupado, especialmente quando está amando, seu coração fica curado”.
 

Não há nada programado para que isso aconteça, mas ele está aberto. “Não sei o que está previsto pelas estrelas. Mas não tive uma reação automática à ideia simplesmente pelo fato de que não gastei energia ruim com isso por muito tempo”.
 

Fogerty diz que  vinha pensando em fazer shows com os repertórios dos dois discos faz tempo. E que acha que hoje é a melhor maneira de alguém ouvir – nessa era compartimentada do MP3 – um disco em sua totalidade. “Minha mulher e eu conversamos sobre coisas que nunca fiz nesses anos todos e percebi que nunca havia apresentado um disco inteiro num show. Pensei que seria a maneira ideal de hoje em dia tocar um disco todo. Nos velhos tempos, você colocava a agulha no álbum e assim o tocava inteiro. Havia uma mística relativa a isso”.  


Green river, em particular, é o preferido dele. “Ele realmente capturou meu mundo como compositor e músico. Cosmo’s factory é cheio de canções que as pessoas conhecem. Acho que teve cinco ou seis singles”, conta.


Foto: Divulgação

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