NOTAS DE VOZES | LABORATÓRIO POP


MÚSICA

25.06.2011 | 01:00

NOTAS DE VOZES

Paulo Loureiro



Soul, R&B, hip-hop e jazz harmoniosamente reunidos. Dono de uma voz grave e suave, José James abriu a noite desta sexta-feira, na nona edição do Rio das Ostras Jazz e Blues Festival com interpretações calcadas em bastante feeling e improvisação. O cantor mostrou, inclusive, uma versão letrada de próprio punho para "Equinox", de Jonh Coltrane. Jovem, bebeu de ótimas fontes: Marvin Gaye, Billie Holiday e Bobby McFerrin, para citar alguns. O público da cidade do jazz, ainda frio, por ser o primeiro show, rapidamente se rendeu ao talento de José, que em 2008, aos 30 anos, impressionou a crítica com uma esperta combinação de ritmos negros e modernidade.

Em seguida, foi a vez de Jane Monheit que, num show intimista, com baixo acústico, piano e bateria, provou mais uma vez ser uma cantora excepcional: não faz o menor esforço para desfilar suas baladas e standards. Desde 2000, com o álbum "Never never land", permaneceu por mais de um ano na Billboard e é considerada a maior estreia em disco pelos membros da Jazz Journalists Association. Apesar de curto, com cerca de cinquenta minutos, seu show emocionou, tanto pela performance, quanto por seu carisma de diva. Em sua segunda aparição no festival (a primeira em 2003), mostrou maturidade e confidência. A cantora ficou impressionada com o aumento de estrutura e público do festival desde sua primeira participação. "Achei incrível o quanto isso tudo cresceu", disse a cantora ao Laboratório Pop pouco antes de subir ao palco. 

Como já é tradicional, uma banda de Dixieland passeia por toda a área do festival em sua alegre tradução do típico ritimo americano. A Orleans Street Jazz Band traz um repertório amplo e circula, não só pelas ruas de Rio das Ostras, como faz  alegria do backstage, por onde passou nesta noite.  

 

Foto: Fernanda Gualda

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