04.09.2010 | 11:37
EGOCENTRISMO MATA
Luciano Vianna
Primeiro veio Gal, fase Fa-Tal, anos 70. Depois veio Marisa Monte, que, para os leigos em música chegou cheia de novidades, mas nada mais fez do que recriar tudo o que Gal já fizera, trocando as guitarras e a tentativa de psicodelia da baiana por elementos percussivos de música brasileira com uma pitada de modernidade eletrônica. Agora chega Nina Becker, a mais perfeita síntese (ou cópia, como você preferir) das duas cantoras acima.
Nina, porém, chega em grande estilo. Primeiro pela boa cobertura da imprensa, que, ajudada pela turminha do chinelinho Lapa/Santa Teresa carioca adoradora da Orquestra Imperial (onde ela é uma das crooners), a transformou rapidamente na nova queridinha da música no Rio, mesmo sem ter uma canção sequer nas rádios e/ou ser completamente desconhecida do grande público consumidor de música no país, as classes C e D. Segundo por lançar dois discos de uma só vez, escolhendo, em vez de um álbum só, dividir a obra em dois CDs, batizados singelamente de Azul e Vermelho, ambos produzidos pela própria cantora, pelo eterno diretor de clima Carlos Eduardo Miranda e por Mauricio Tagliari.
A opção pela divisão da obra, além de certamente criar confusão no já minúsculo público consumidor de artistas novos do país, ainda corre o risco de o comprador sair com a sensação de ter sido enganado, pois os dois discos são bem diferentes entre si. Não que isso seja algo ruim, pelo contrário, parece os dois lados de uma mesma obra, mostrando diferentes nuances de uma compositora que se mostra um talento de mão cheia.
Vermelho foi gravado naquele esquema ao vivo de estúdio, com os músicos tocando juntos e procurando desesperadamente emular a sensação de um show para depois acertar no computador os eventuais erros. Acompanhada dos músicos da banda Do Amor, que se mostraram excelentes instrumentistas e uma usina de boas ideias musicais (pena que parecem ter tido um apagão de talento e não terem usando nenhuma delas no péssimo disco de estreia do grupo), Nina Becker conseguiu algumas boas canções e pelo menos um grande hit, a canção Toc Toc, com uma levada deliciosa e que vai deixar muita cantora medalhão da MPB com vontade de ter escrito a canção.
Azul já se mostra mais introspectivo. Sem a ajuda da Do Amor, Nina Becker aproveitou para colocar sua voz em primeiro plano, com um disco que soa mais limpo do que Vermelho, com faixas de instrumentos quase minimalistas, mas também recheado de boas canções, nas quais contou com a ajuda de nomes da tchurminha hype de talentos (?) cariocas como Moreno Veloso, Domenico Lancelotti e Rubinho Jacobina.
Resumindo tudo, se Nina Becker tivesse sido um pouquinho apenas menos egocêntrica e tivesse limpado Vermelho e Azul de seus excessos e lançado um disco só com 12 a 15 músicas, com certeza seria o grande lançamento de MPB do ano.
Do jeito que ficou, infelizmente são apenas dois bons discos e nada mais.
FORMULE
Postado Por JULIO SANTOS
04.09.2010 | 16:32
Opa, fui o primeiro...\r\n\r\nNovamente esse criticozinho recalcado se volta contra alguém do Rio de Janeiro. Não sei se ele é paulista, mora em Sampa ou o que ele tem contra a nova geração de músicos cariocas, mas pelo menos ele deu o braço a torcer, pois o disco da Nina é excelente.
Postado Por LUIZ LIMA
04.09.2010 | 17:40
Marisa Monte, sempre uma referência. Gostem ou não, quem reina há 20 anos é Marisa. Não tem nem pra Gal.
Postado Por BERNARDO
05.09.2010 | 20:59
Toc Toc é do Rubinho Jacobina. É muito veneninho quando você elgogia a música do cara em um parágrafo e chama ele de \"talento(?)\" no seguinte.
Postado Por ARTUR
05.09.2010 | 23:29
Porra Luciano, quanto preconceito, quanta babaquice... Vê se te enxerga, infeliz!
Postado Por MARCIO LUCIO
06.09.2010 | 00:08
Gente, voces sao amigos dessa cantora? Os discos são muito ruins, achei até que o critico foi bem bonzinho com ela.
Postado Por HUGO
09.09.2010 | 03:06
Músico frustrado é engraçado, bate e assopra... como se fosse um grande entendido de música. O máximo que sabe é escrever e olhe lá. Sem contar que, só posso afirmar se escrever um livro e dos bons! Ah. Luciano, não se vive sem referências e se for pra falar de egocentrismo, acho que você está anos luz de Nina.
Postado Por RAFFAELE PAPARELLA
09.09.2010 | 13:39
Luciano, se tudo de novo que vem sendo produzido é porcaria para tu, por favor, nos diga o que, na sua opinião, é bom, porque se o que estamos ouvindo, você como crítico impessoal (um pecado para quem quer ser jornalista, uma vez que crítica boa vem acompanhada de argumentos sólidos, ingrediente que tu mostra muita carência) detona, eu preciso saber o que é de fato bom e eu estou perdendo... ou até mesmo não conheço para poder discutir com você, apesar de já sacar o desfecho = pura perda de tempo)!
Postado Por RODRIGO
14.09.2010 | 23:12
cara, q resenha mais confusa...independente dos discos serem legais ou não(vai do gosto de cada um), vc elogia mas critica ao mesmo tempo....bad bad...e o texto é péssimo(egocentrismo mata)........
Postado Por RAFFAELE PAPARELLA
28.09.2010 | 23:04
Luciano, relendo seu texto com mais atenção, notei duas coisas:\r\n\r\n1) você escreve mal pra c******! Não sabe usar vírgulas, pois quando não as emprega de maneira equivocada, esquece da existência das mesmas / não deve conhecer ponto e vírgula / não sabe casar palavras, deixando o texto bagunçado. \r\n\r\n2) é um asno no que tange a crítica sobre música popular brasileira, pois além de evitar a impessoalidade, possui e usa argumentos fracos, pouco embasados sobre a música em questão, sobre a história da MPB, faz links toscos que deixam claro seu ódio por determinadas figuras...\r\n\r\nSe o Laboratório Pop pretende ser um site antenado, ele deveria extinguir de seu cast... como posso classificá-lo? (pq jornalista não és)... bom na falta, vai isso mesmo: caras que usam as coxas para fazer críticas!\r\n\r\nProcure outro emprego... é sério!

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