"AQUELA ESPIADINHA" NA INTOLERÂNCIA | LABORATÓRIO POP


MÚSICA

09.09.2011 | 10:00

"AQUELA ESPIADINHA" NA INTOLERÂNCIA



Formado por uma camarilha de rappers no estilo shock value (o mais conhecido é Tyler The Creator, que recentemente ganhou o VMA na categoria Revelação com a polêmica Yonkers), o coletivo Odd Future está prestes a ganhar um reality show. Por trás da empreitada, estão os mesmos produtores de Jackass - a empresa Dickhouse Entertainment, que inclui Johny Knoxville, Jeff Tremaine e o diretor Spike Jonze.


Loiter squad será exibido pelo canal Adulr Swim em 2012 e traz o grupo de rap apresentando esquetes e músicas novas. 


Enquanto isso, o grupo americano Gay & Lesbian Alliance Against Defamation (GLAAD) protesta contra a vitória do rapper Tyler The Creator na categoria Revelação do Video Music Awards - além de reclamar de forma geral contra o espaço dado pela emissora a ele. O motivo? Tyler é acusado de criar músicas “violentamente anti-gays e misóginas”. O hit Yonkers, por exemplo, fala em "apunhalar bichas".


Matt Kane, diretor associado de mídia e entretenimento do grupo, considera que a MTV deveria ter se preocupado com a mensagem que as letras passam ao público jovem. E Herndon Graddick, diretor sênior de programas do GLAAD acrescenta: “A MTV e outras emissoras devem educar as suas audiências. Uma linguagem dessas não tem lugar na indústria musical atualmente”.


Há poucos meses, Tyler se envolveu numa polêmica após Sara Quin, da banda canadense Tegan And Sara ter escrito uma carta aberta à indústria musical questionando o motivo do rapper ter ganhado tanto reconhecimento e popularidade mesmo com sua “incessante homofobia”.  As duas são conhecidas não apenas pelo som que fazem, mas por serem irmãs gêmeas e lésbicas. Tyler não ajudou em nada na resposta: “Alguém me chamou de homofóbico. Não sou homofóbico. Quando digo ‘bicha’ (faggot) ou ‘gay’ é um adjetivo para descrever coisas estúpidas".



Em relação às recentes declarações da GLAAD, Tyler se defendeu dizendo que tem fãs gays e que eles não consideram a linguagem ofensiva. Como exemplo, o artista revelação do VMA disse que não se sente ofendido com uma linguagem racista. “Se você me chamar de crioulo, eu não me importo. Mas sou eu, particularmente. Algumas pessoas levam de outra forma. Pessoalmente, eu não dou a mínima”, disse.


Foto: Divulgação

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