Foi só uma reunião entre amigos e parentes (e pais), mas que serviu para relembrar uma época áurea do rock carioca. Nesta terça (20), o Costello Barra fez uma pequena modificação em sua agenda - sempre repeta de bandas e que, a partir de 2012, traz as seletivas do festival potiguar Mada - para dar espaço a uma homenagem a LIô Mariz (1982-2005), talentoso compositor e cantor carioca.
Além de seus pais Eliana e José Carlos e de vários de seus amigos, pessoas ligadas a ele como seus ex-produtores Marcelo Reis e Karla Pessôa também estiveram no Costello. A vida de Liô e sua convivência com parentes e amigos foi lembrada por intermédio de vídeos e antigas fotos mostradas no telão do Costello - que traziam o músico desde a infância. Quem foi pôde lembrar de músicas como Tão suspeitos, Te dar mais uma chance, Tudo em seu lugar, Quando tudo acaba e O avesso.
"O evento dá saudades não só do Liô, mas de toda uma geração que tinha na época", recorda Karla Pessôa, que trabalhou com um de seus grupos até a morte do cantor. "Lembro que as bandas não espperavam acontecer e montavam seus eventos, se ajudavam, se reuniam para conversar sobre música. Era uma grande troca de projetos que eu gostaria de ver contecendo com as bandas de rock de hoje".
Pai de Liô, José Carlos Rezende é outro a lembrar que o cenário mudou muito. "É mais fácil lançar uma música só do que um disco. Tudo realmente está mais complicado", afirma ele, que não deixou de acompanhar as novas bandas. "Ainda vou a shows".
Foto: Pity Portugal