15.02.2012 | 18:15
CADÊ OS FÃS?
“Foi muito legal ter ganho essa etapa. A gente já se deu bem em alguns festivais e agora conseguimos uma colocação bacana na seletiva do Mada. Esperamos ir para Natal”, diz Fred, vocalista e baixista da banda Sound Bullet, que ganhou a noite desta terça (14) no evento. Uma ocasião, por sinal, em que as bandas largaram de lado um dos mais importantes deveres de casa: marketear seu próprio trabalho e levar a galera para votar. Sem fãs, Sound Bullet chegou à final de fevereiro apenas pela preferencia dos jurados, com cinco votos.
O som experimental e repleto de teclados e distorções do doo doo doo conquistou quatro votos e os ouvidos de apenas um jurado. Já o Allumina, que fechou a noite com um “visual rock” que mais parece um emocore, chegou a nove votos do público – e só dois jurados apostaram na banda.
“Uma mensagem que fica para todas essas bandas é que não existe trabalho algum de música sem marketing, assim como não existe também música sem público”, diz o diretor-artístico do Costello, Marcelo Reis. “Não existe mais aquela história de que uma banda ficava tocando sem público e um cara de gravadora ia lá e descobria o som deles. Se uma banda não tem público, ninguém investe. Ela tem que ir criando quóruns mínimos de público – com pais, amigos, namoradas, parentes – e depois ir aumentando. Show é uma guerra”.
Marcelo preferiu apostar no Sound Bullet, assim como outro jurado, Frank Dias, baixista do Ramirez. “Eles são muito novos, estão ainda se descobrindo. Mas tem potencial, a voz do cantor é boa. Allumina foi a banda mais fraca da noite, sem comentários”, afirmou.
As Seletivas do Mada acontecem desde 2005 e são um marco do rock carioca. Agora, cruzam todo o primeiro semestre. Terão quatro bandas por semana até julho - com sete bandas na final concorrendo a duas vagas no festival. As quatro do mês disputam na segunda-feira seguinte a vaga . O voto do público na casa vale 4 pontos. O evento é realizado desde 2004 pelo portal LABORATÓRIO POP, é promovido pelo Costello e tem apoio da agência digital LABPOP CONTENT.
O Costello, que em março vira Cortez, é a novidade do circuito alternativo. Desde 2011 abriga festas como Laboratório Pop e virou palco para novas bandas. Dirigida pelo jornalista Mario Marques e pelo designer Claudio Brandão, a casa vai se transformar numa Hacienda carioca, lendária casa de shows de Manchester nos anos 80.
"Sempre foi meu sonho e aos poucos estamos remodelando a casa para a noite", avalia Claudio Brandão, que faz as vezes de DJ. "Tenho certeza de que o Cortez será o point do verão".
Marques, que além de sócio do Costello (Cortez) é diretor executivo da agência digital LabPop Content, cuja sede fica no mesmo prédio da casa de shows, diz que a tendência é o lugar virar referência. "Já é um sucesso no almoço e estamos trabalhando para obter o mesmo sucesso à noite, com uma programação variada, de segunda a segunda", complementa Marques.
VOTOS DOS JURADOS:
SOUND BULLET
FRED NASCIMENTO – guitarrista e arranjador
LUCIANO VIANNA – crítico musical e criador da festa Ploc 80
LUIZ NETO – editor do jornal A Folha do Bosque
CLAUDIO BRANDÃO – DJ e sócio do Costello Barra
MARCELO REIS – diretor-artístico do Costello Barra
RICARDO SCHOTT – crítico da revista Billboard
MARCOS VON KILZER – diretor-artístico da gravadora Coqueiro Verde
ALLUMINA
DENILSON MONTEIRO – pesquisador musical e escritor
JOSÉ LUIS FIGUEIREDO – produtor
DOO DOO DOO
MOSKOW – jornalista e fotógrafo
FRANK DIAS – baixista da banda Ramirez
VOTO DO PÚBLICO
ALLUMINA: 9 VOTOS
SOUND BULLET: 5 VOTOS
DOO DOO DOO: 4 votos
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