SE ARREPENDIMENTO MATASSE... | LABORATÓRIO POP


MÚSICA

06.04.2011 | 19:23

SE ARREPENDIMENTO MATASSE...



O Foo Fighters está em evidência. O marco de 17 anos da morte de Kurt Cobain ventila o nome de David Grohl ocasionalmente pela imprensa e o novo disco, Wasting light, é bem falado pela crítica especializada. Taylor Hawkins, baterista da banda, no entanto, acha que a banda pode estar exposta demais, especificamente devido ao documentário Back and forth, que estreou nesta terça em algumas salas pelos Estados Unidos. Para ele, seria melhor se o documentário não fosse feito.



O filme mostra de perto os 16 anos de história da banda, desde as demos gravadas por Grohl – na época, ainda baterista do Nirvana – até a gravação do último disco.


“Eu gostaria que nunca tivéssemos lançado esse maldito filme”, disse Hawkins à NME. “Não me sinto confortável com essa abertura com o público, realmente não me sinto”.


O baterista tem um ponto: Back and forth entra em detalhes no vício destrutivo em drogas que Hawkins enfrentou, que levou a uma overdose quase fatal em agosto de 2002, assim como ao turbulento período que culminou no lançamento do disco One by one. “Quase nos separamos, eu quase morri e todas essas coisas malucas aconteceram”, disse.


Ainda assim, Hawkins entende que todos os documentários de rock precisam de uma história interessante para segurar a atenção dos espectadores. “Se as pessoas vão assistir a um filme sobre você, elas não querem apenas ver uns caras sentados e falando ‘Oh, isso foi bem legal e estávamos tão felizes e então fizemos esse show e as coisas ficaram melhores e ganhamos muito dinheiro”, disse o baterista. “Isso seria chato e irreal”.


Veja o trailer de Back and forth:

 

Foto: Divulgação

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