SEXO FLAMEJANTE | LABORATÓRIO POP


MÚSICA

03.09.2010 | 18:09

SEXO FLAMEJANTE



O Steely Dan pode não ser lembrado por compor músicas sexuais – mesmo tirando seu nome de um gigantesco vibrador movido a vapor, da obra do escritor William Burrough – ou por ser uma banda particularmente caliente, mas o frontman do Flaming Lips inaugurou sua vida sexual ao som da banda, e parece que não foi uma das experiências mais tranquilas.

“Confie em mim, eu não escolhi o disco”, disse Coyne à Spinner. “Era 1977, estava na casa da minha namorada e Aja estava tocando. Tenho certeza que isso tornou tudo ainda mais esquisito”.

O músico prossegue filosofando ainda mais, digamos, profundamente no assunto. “Fazer sexo é uma experiência humana que completamente sobrecarrega e destrói a mente”, disse. “Mesmo fazendo várias vezes, você está sempre confrontando o que está realmente acontecendo com o que você gostaria que acontecesse. Ocasionalmente, o que está realmente acontecendo supera a sua imaginação, mas é difícil impedir sua mente de pensar ‘isso é o que isso significa’ versus ‘isso é o que poderia ser’”.

Mas Coyne é um cara que passa suas horas de trabalho dentro de uma bolha de plástico sobre uma multidão insandecida. Será que a realidade não supera a imaginação?

“De forma alguma, pois subir no palco traz a mesma confusão que o sexo. Eu vou estar no palco pensando: ‘isso parece estar indo muito bem’ e, do nada, algum cheiro brota do nada e eu fico ‘mas que p**ra foi essa?’. Detalhes como esses tiram você dos trilhos de uma inércia ininterrupta em direção à felicidade, e, mesmo assim, sexo e performances nos aliviam e podem nos levar a outro mundo”, completa filosoficamente Coyne.

“Quando meu pai estava morrendo de câncer, havia tanto sofrimento que minha mulher e eu tínhamos que fazer muito sexo só para poder passar por alguns momentos sem ter que pensar naquela coisa horrível. É um fardo terrível para se colocar no sexo”, conclui Coyne.

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