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17.07.2010 | 12:56

FAMOSOS PRESTIGIAM III FESTIVAL PAULíNIA DE CINEMA; VEJA GALERIA

Marcella Huche, de Paulínia *



Incrustado entre três rodovias, o bloco de concreto cinzento, tijolos aparentes, pode ser confundido com uma fábrica. E não deixa de ser - uma fábrica de cinema. O Polo Cinematográfico de Paulínia, onde são filmados cerca de um terço da produção nacional, fica no início da cidade, dividindo terreno com um shopping e o prédio da prefeitura, responsável por injetar, por meio de editais, quase R$ 20 milhões por ano na indústria do cinema nacional. Ali, as árvores são baixas, tudo é novíssimo e colorido - os estúdios são divididos pela cor, amarelo, azul, verde e vermelho - e o vento é cortante, como em toda a cidade, pronto para violar as saias das celebridades que rodam os filmes na cidade.

 

A alguns metros do polo, ergue-se o imponente Theatro Municipal de Paulínia, todo em madeira e vidro, de arquitetura moderna (mas nem tão modernosa) com cinco andares e capacidade para 1.350 lugares, que abriga todas as sessões do festival. É ali que se arma o tapete vermelho para as tantas pré-estreias que acontecem em Paulínia, sobretudo durante os dias de festival. Na noite desta sexta (16) foi a vez de As doze estrelas, filme escrito e dirigido por Luiz Alberto Pereira, rodado inteiramente na cidade. No elenco, Leonardo Brício, Leona Cavalli e Paulo Betti, entre outros, desfilaram sorrisos solícitos pelo hall, como você confere na galeria abaixo. O doc Leite e ferro, primeiro longa de Cláudia Priscilla, também foi exibido nesta sexta, emocionando a plateia, que aplaudiu efusivamente o retrato da maternidade no cárcere. Dois curtas também ganharam projeção ontem - Só não tem quem não quer, de Hidalgo Romero, e Tempestade, de César Cabral.

 

Em sua terceira edição, o Festival Paulínia de Cinema homenageia o cineasta argentino naturalizado brasileiro Hector Babenco e exibiu a cópia restaurada de O beijo da mulher aranha na abertura, em 15 de julho. Até 22 de julho, 12 filmes serão apresentados na mostra competitiva, estreias em sua marioira, em que os docs concorrem a R$ 50 mil e os longas a R$ 150 mil. A entrega dos prêmios é precedida pela pré-estreia de 400contra1, de Caco Souza, que fecha as exibições. 

 

Fotos: Doni Muller e Tom Lira / Divulgação

* Marcella Huche viajou a convite do festival

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