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10.08.2010 | 10:36

GRAMADO 2010: "ELVIS E MADONA" NãO é Só PARA GAYS



Neste domingo (8), o filme Elvis e Madona, dirigido por Marcelo Laffitte, foi exibido no Festival de Gramado, na Mostra Paralela.  Numa sala repleta, a produção foi aplaudida entusiasticamente por cerca de cinco minutos.  O filme fala sobre a história de amor entre um travesti, Madona (Igor Cotrim), e uma lésbica (Simone Spoladore).  Filmado em 2008 na praia de Copacabana, a produção, que vem fazendo carreira em festivais pelo mundo, deve entrar em cartaz janeiro.  



Em 2009, o filme estreou no Festival Mix Brasil da Diversidade Sexual, mas Laffitte ressalta que este não é um filme feito para o público gay.  "O filme fala sobre amor e sonho e, também, de como realizá-los. É um filme feliz. Uso esses recursos para contar uma história e, independentemente da orientação sexual, os sonhos são os mesmos", disse o diretor, em entrevista coletiva na tarde desta segunda (9).



 Elvis e Madona também foi exibido no Festival de Cinema de Tribeca, em Nova York, e no Festival de Cinema Brasileiro de Paris. São 18 festivais internacionais e alguns nacionais no currículo.



O cineasta conta que a inspiração para o roteiro surgiu de uma briga presenciada por ele entre um rapaz e seu pai travesti que, depois de ter permanecido ausente por anos, voltou para casa e roubou a mulher do filho. "O que aprendi é que o amor pode acontecer em qualquer lugar e em qualquer situação".



Igor Cotrim contou que para compor a personagem frequentou shows e bares da Lapa, no Rio de Janeiro.  "A preocupação do filme foi tornar a relação de Madona e Elvis uma coisa crível. Nossa preocupação era achar a verdade da personagem e conseguir encontrar o tom do carinho", explica.


Foto: Divulgação

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