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09.08.2010 | 16:11

THQ NãO ACHA QUE “HOMEFRONT” VAI SUPERAR “CALL OF DUTY”

Gerhard Brêda



O novo jogo de tiro em primeira pessoa da THQ, Homefront, não vai encarar Call of duty de frente. Quem diz é o chefe do setor de marketing da publisher, Jon Rooke. Para o executivo, outras empresas cometeram o erro de atacar o líder do gênero muito cedo.

“Temos que ser cuidadosos. Temos muita confiança nessa nova marca, mas não vamos sair dizendo que ela vai ser maior que Modern warfare”, disse Rooke ao GamesIndustry. “Não vamos fazer o que alguns competidores talvez façam, o que os leva ao fracasso”.

Rooke explicou que franquias como Call of duty e Medal of honor levaram anos para se estabelecer como nomes dominantes entre os jogos de tiro em primeira pessoa (FPS). “Não vamos vender 15 milhões de unidades do dia para a noite com nosso primeiro game. Mesmo com o mercado favorável, mesmo se investirmos muito dinheiro. Não temos como fazer isso”, disse o executivo. “Você precisa de um tempo para construir uma base de fãs, atiçar consumidores, dar a eles uma razão para comprar, além de mantê-los com você quando for lançar sequências”.

Rooke disse também que as metas de uma nova franquia precisam ser mais humildes. A THQ, com Homefront, só busca um game bem feito e com uma cotação alta no site Metacritic, que agrupa críticas de vários veículos.

“Eu não usaria termos como ‘vai mudar mundo’”, completou Rooke. “Isso cria a imagem de que Homefront vai ser o FPS mais vendido do ano que vem. Não vai. Vai sair outro Call of duty, que vai fazer isso”.

O estúdio por trás de Homefront, o Kaos Studios, quer distanciar o game do hit da Activision, comparando mais com Half-life 2, da Valve.


*Foto: Divulgação

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