20.07.2010 | 15:17
COSTURA IMPECÁVEL
Ricardo Schott
Remakes, atualmente, não têm como dar errado. A não ser que o original seja uma obra televisiva intocável - refazer Irmãos Coragem e Pecado capital, como aconteceu nos anos 90, era apostar alto demais no fracasso. No caso de Ti ti ti, trama de 1985 que se sustentava por uma história moderna, bem contada e fácil de ser atualizada para qualquer época, a chance de um tiro n´água era muito pouca. E foi o que se viu no primeiro capítulo, que chegou aos 29 pontos no Ibope, mas tem tudo para ser superado e voltar a atrair atenções para o horário das 19h - combalido não apenas pelas atrações dos outros canais, mas também pela concorrência das redes sociais (por sinal, vale lembrar que Ti ti ti tem um Twitter, assim como as novas tramas da Globo).
Ti ti ti ainda tem outra vantagem. Como boa parte dos textos assinados por Cassiano Gabus Mendes - no caso, aqui, retrabalhado pela eficiente Maria Adelaide Amaral - era uma trama real, mas que estava aberta para situações excêntricas, exageradas e atemporais. Enfim, uma comédia, mas com tons dosados, e sem grandes pretensões. Basta retrabalhar o texto nos lugares certos, modernizar detalhes e escolher atores bem-humorados e preparados, muito embora substituir nomes da qualidade de Luiz Gustavo, Reginaldo Faria (a dupla de rivais Ariclenes/Victor Valentim e André Spina/Jaques Leclair) e Marieta Severo (Suzana, ex-mulher de Ariclenes, interpretada por Malu Mader) seja complicado.
Felizmente, tudo parece no lugar. Murilo Benício, fazendo o personagem que um dia foi de Luiz Gustavo, mandou bem. Imitou a maneira de falar e até o andar do ator em alguns pedaços da trama. O que já alivia qualquer telespectador que pôde assistir à novela em 1985, levando em conta que o veterano Luiz sabe direitinho onde está o limite entre a comédia e outros estilos - e Benício costuma oferecer a seu público atuações irregulares, com tons inadequados. Por sorte, seu personagem não é exatamente um galã. Já Alexandre Borges, fazendo o inimigo de infância de Ari, Jaques Leclair/André Spina, deu um tom mais cômico e diferente ao personagem. Em certos detalhes, o que já era perfeito sequer foi tocado: a abertura do original, por exemplo, era uma obra-prima (tecnicamente moderna para a época, aliás) e foi apenas retrabalhada.
Outras atuações paralelas impressionaram em suas primeiras aparições, soando como homenagens aos atores que deram vida aos personagens em 1985. Malu Mader soou como Marieta Severo ao encarar o papel de Suzana. O malandro paulistano Chico, braço direito de Ari, foi relido pelo novato Rodrigo Lopes e lembrou a atuação de José de Abreu no mesmo papel em 1985. Já outro novato, Humberto Carrão, tornou Luti, filho de Ari e Suzana, um personagem mais leve que o interpretado por Cassio Gabus Mendes na versão original. Se continuar assim - e a julgar pelo engraçado reencontro da dupla Ariclenes/Leclair em clima de faroeste - Ti ti ti garante bom humor e bom Ibope no horário das sete. Ainda mais quando o próprio Luiz Gustavo reaparecer na novela, interpretando o atrapalhado detetive Mario Fofoca, de outra trama história de Gabus Mendes, Elas por elas (1982).
FORMULE
Postado Por PALOMA
21.07.2010 | 20:47
O jake leclair e braga pra caramba ashaushauhsa
Postado Por PALOMA
21.07.2010 | 20:49
Opa errei é BREGA não BRAGA ele é brega pra caramba

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